Ao escolher uma placa de rede para utilizar com o Windows Server 2012 algumas considerações são importantes. A escolha de uma placa de rede ideal, seja para virtualização, File Server, SQL ou outra função.
A tabela abaixo demonstra como os recursos de placas de rede deve ser configurado conforme a função que o servidor fisico irá desempenhar:

Saber como estes recursos funcionam pode não ser o desejo de consumo da maioria dos IT Pros, mas o ganho de performance é considerável e por isso se tornam um item que deve ser configurado.
Placas de rede para uso em servidores possuem um processador específico para desenvolver as tarefas de controle de interrupções, enfileiramento de mensagens e outras funções que liberam o processador (CPU) do computador de ter que lidar com o tráfego de rede.
Abaixo vemos a configuração de Interrupções (Ch0), onde podemos habilitar o processador da placa a realizar o controle de multiplos usos da placa ao invés da CPU. Isso acontece, por exemplo, no momento em que várias aplicações acessam a rede. Se a placa de rede é offboard vale a pena, se a placa é onboard sua CPU é menos eficiente que a CPU do computador, e o recurso não valeria a pena:

Os recursos Large Offload permitem indicar se a placa ou o SO irá fazer a transformação de pacotes em frames. Por exemplo, se um dado trafegado é maior que o pacote padrão de 1500 bytes (9000 em Jumbo Frame) ele é dividido em diversos pacotes. Os recursos de offload irão indicar que a placa é responsável por transformar o pacote em frames. Ligar este recurso para servidores de email e streaming não seria indicado, uma vez que estes tipos de pacote podem naturalmente ser perdidos e retransmitidos:

Já o RSS faz com que pacotes vindo de uma mesma conexão TCP/UDP sejam processadas sempre pelo mesmo processador principal. Em maquinas multiprocessadas ou mesmo multi-core este recurso faz com que cada conexão fique como que fidelizada ao mesmo processador, evitando que um pacote seja distribuido entre processadores e acabe por causa overload na CPU.
Para maquinas virtuais e NIC Team o recurso RSS é utilizado automaticamente quando se habilitou o SR-IOV no Virtual Switch, que permite que VMs no Windows 2012 acessem os recursos fisicos das placas de rede nativamente, como os que já abordei.
O recurso RSC junta pacotes pequenos para criar um unico pacote. Por exemplo, ele permitirá juntar 3 pacotes de 400 bytes em um unico de pacote de 1500 bytes, economizando cabeçalhos e pacotes na rede. Obviamente que com este recurso melhoramos o meio fisico de comunicação, jogando um numero menor de pacotes no cabo de rede.
O RDMA é um recurso que permite e dá suporte ao SMB Direct, um novo recursos dos File Servers. Este recurso permite que dados na memória de um servidor de arquivos seja transmitido diretamente a placa de rede, sem a necessidade da passagem pelo kernel do sistema operacional. Sua performance é similar ao Fibre Channel, que seria uma controladora dedicada (HBA). Sem o RDMA o recurso de Cluster Hyper-V baseado em SMB (File Share) fica comprometido em performance.
Importante: Quando em placas para acesso a storage iSCSI os recursos Offload, RSS e RDMA precisam estar desabilitados pois eles “seguram” os pacotes de dados, causando perda de pacotes e lentidão
Abordei alguns dos recursos existentes e que podem melhorar a performance de algumas funções como a tabela no inicio do artigo.
Se desejar detalhes sobre os recursos, acesse os links http://technet.microsoft.com/en-us/library/jj574168.aspx e http://technet.microsoft.com/pt-br/library/hh831795.aspx

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Recentemente foram liberados diversos Management Packs do System Center Operations Manager para Windows Server 2012.
Vários já estavam disponiveis, sendo os mais recentes:
É importante lembrar que todos os Management Packs podem ser encontrados pelo Pinpoint em http://systemcenter.pinpoint.microsoft.com/en-US/applications/search/operations-manager-d11?q=
Destaque para o pacote Network Devices que inclui recursos adicionais para equipamentos que suportem as interfaces MIB (RFC 2863) e MIB-II (RFC 1213), como a lista de VLANs para cada porta.
No Pinpoint podem ser encontrados os MPs tanto da Microsoft quanto de terceiros, sendo que os da Microsoft são gratuitos e os de terceiros na maioria pagos.
Se deseja procurar apenas os MPs gratuitos é possivel com o filtro: http://systemcenter.pinpoint.microsoft.com/en-US/applications/search/operations-manager-d11?fp=0&q=
Alem do filtro para gratuitos, é possivel filtrar pelo menu a esquerda pelo periodo em que foram liberados, sendo que demoram entre 1 a 2 semanas para serem publicados, como é o caso do primeiro da lista acima.
Em uma série de palestras que ministrei do ano passado (TechEd 2011, SQLPass #127, MCT Summit e universidades), abordei o assunto sobre a escolha do melhor meio de armazenamento e os tipos de RAID disponiveis, com as vantagens e desvantagens de cada um.
Ainda é um assunto muito novo para IT Pros por conta de não ser abordado em cursos de faculdade, apenas em treinamentos técnicos de certificação.
Neste primeiro artigo irei abordar os tipos de RAID e o que são IOPS. Em um próximo artigo comentarei sobre tipos de controladora e arquiteturas disponives (Fibre Channel, HBA, SMB e iSCSI).
Parte 1 – Tipos de RAID
RAID é o acronimo de Redundant Array of Independent Disk ou “Agrupamento redundante de discos independentes”, o que indica o uso de diversos discos para criar uma estrutura de alta disponibilidade.
Os tipos de RAID podem ser simplificados pelo uso de 4 tipos principais, sendo:
| RAID | Funcionamento e Nº de discos | Vantagens | Desvantagens |
| 0 – Stripped sem paridade | A partir de 2 discos, as informações são gravadas em ambos os discos de forma independentes, ou seja, metade de um arquivo em cada disco | Alta performance Baixo custo Total espaço disponivel | Sem redundância, qualquer disco que perder os outros não tem como recriar os dados perdidos, uma vez que as informações estão em todos os discos |
| 1 – Espelhamento (Mirror) | A partir de 2 discos, sempre em pares. Os dados são gravados em ambos os discos integralmente | Alta performance, na leitura utiliza os dois discos Alta redundância | Apenas metade da soma dos discos fica disponivel Alto custo por conta do espaço “perdido” |
| 5 – Stripped com paridade | A partir de 3 discos. A informação é gravada similar ao RAID 0, porem ele utiliza um algoritmo que a informação é gravada em um disco a mais para reconstrução de qualquer disco com erro | Boa performance Boa redundância Pouca perde de espaço útil | Perde-se sempre o equivalente a um disco Em caso de perda de mais de um disco não há como reconstruir |
| 6 – Stripped com paridade | A partir de 3 discos. A informação é gravada similar ao RAID 5, porem com 2 discos de paridade | Boa performance Boa redundância Menor perda de espaço que o RAID 1 | Perde-se sempre o equivalente a dois disco Em caso de perda de mais de dois disco não há como reconstruir |
| 10 – Espelhamento de RAID 0 | A partir de 4 discos, onde cada dois discos formam um RAID 0, sendo o segundo cópia do primeiro. É um misto de RAID 0 com RAID 1, porem no nivel do conjunto e não do disco | Alta performance Alta redundância | Perda de metade dos discos disponiveis Alto custo por conta da perda de espaço útil |
| 50 e 60 – Mirror de paridade | RAID 5 e 6 com os discos de paridade espelhados | Ótima redundância Boa redundância | Perda de mais um disco alem dos que já eram paridade Performance média |
O mais usado hoje é o RAID 5/10, já que eles tem boa performance e redundância, como mostra o gráfico abaixo:

Abaixo um gráfico de itens gerais e comparação entre os tipos de RAID 5/6/10/50:

Observação: Os dados acima foram colhidos no docuemnto “Choosing a Member RAID Policy” que é baseado na arquitetura do Dell Equallogic e não é necessário se cadastrar: http://www.dellstorage.com/WorkArea/DownloadAsset.aspx?id=1066
Parte 2 - O que são IOPS?
É o número de operações por segundo que um disco individual consegue chegar. Por exemplo, um disco SAS de 10K consegue em média 140 IOPS.
Esta velocidade é padrão na industria com variações entre modelos, mas podemos ter uma base do que é aceitável e o fabricante do disco poderá lhe informar este número.
Porem, note que a diferença é muito grande, principalmente levando em conta os novos discos SSD. Por exemplo, o disco X25-E da Intel (Veja o pdf com as caracteristicas em http://download.intel.com/design/flash/nand/extreme/extreme-sata-ssd-datasheet.pdf) chega a números 30 vezes maiores que os discos SAS e SATA.

Porque o IOPS é tão importante?
Esta pergunta é óbvia, mas a explicação pode não ser tão simples. Acontece que na maioria dos casos temos a tendencia de minimizar a questão dizendo que é “performance” ou “percepção do usuário” mas na verdade pode impactar diretamente no funcionando de um aplicativo, em alguns casos até inviabilizando.
Por exemplo, um ambiente Exchange 2003 com 2 mil caixas de correio precisa de 1,5 mil IOPS e este número não é fácil de alcançar. O SQL Server para um banco de dados do SharePoint precisa de 5 mil IOPS para funcionar.
Como calcular o IOPS?
Multiplique o total de discos pelo tipo de RAID e conseguirá o seu número. Segue alguns exemplos:

O RAID 1, RAID 10 ou RAID 0 irá lhe proporcional o maior numero de IOPS possivel, já o RAID 5 o calculo leva em conta 1 disco a menos e no RAID 50 2 discos a menos para as paridades.
Como conseguir o maior IOPS possivel com maior capacidade?
Temos tres formas de fazer isso:
- Utilize discos de alta performance, como os SAS de 15K ou o SSD, porem são caros e no caso do SSD de tamanhos de apenas 32/50/64/100GB
- Utilize o tipo de RAID apropriado para a performance e não visando o tamanho desejado como muitos hoje fazem, o que muitas vezes implica em utilizar RAID 10 para ter a performance total ao invés de RAID 50, perderiamos em capacidade mas ganhamos em performance
- Compre um storage que trabalha com as LUNs virtuais, ou seja, ele aloca os dados nos discos conforme a necessidade deste dado e não necessita dizer o tipo de RAID
Referencias interessantes
Como calcular IOPS para Exchange 2003 http://technet.microsoft.com/en-us/library/bb125019(EXCHG.65).aspx
Como calcular IOPS para Exchange 2010 http://technet.microsoft.com/en-us/library/ee832791.aspx
Como calcular IOPS para o SQL do SharePoint 2010 http://technet.microsoft.com/en-us/library/cc298801.aspx
Utilitário para medir IOPS para o SQL Server (SQLIO) http://www.microsoft.com/download/en/details.aspx?displaylang=br&id=20163

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Muitos que usam os produtos System Center 2012 ainda utilizam as ferramentas como nas versões 2007 e 2008, ou seja, de forma autônoma.
Assim, o Service Manager recebe incidentes manualmente quando algum tipo de alerta é gerado no Operations Manager. Os relatórios e dados de inventário (CI) precisam ser consultados no Configuration Manager.
Utilizando os conectores do Service Manager podemos integrar todos os produtos como mostra o diagrama abaixo:

Como pode ser visto no diagrama, é o Service Manager que faz o papel de integrador entre os diferentes produtos System Center. O Orchestrator também atua, porem por meio dos Runbooks que podem interagir com o desenho de atividades, mas já comentei em outro post http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/Orchestrator-Integration-Packs-para-System-Center-2012.aspx
Criação de Conectores no Operations Manager
Os conectores precisam ser criados dos dois lados, inicialmente pelo Operations Manager em Administration –> Internal Connectors, como pode ser visto abaixo, onde os diversos conectores já estão criados, sendo que apenas um é criado no assistente e os outros criados automaticamente conforme o número de Management Packs:

O primeiro passo é definir o nome do conector e quais os grupos de computadores do SCOM serão integrados:


No passo seguinte definimos quais são os Management Packs que serão integrados com o Service Manager, sendo que no momento de criação do conector pode-se escolher todos e fazer a manutenção após o conector já criado e testado, como será mostrado no próximo tópico:

O ultimo passo ao criar o conector é definir critérios de filtro. Este item é mais importante que os dois acima (Computer Groups e Management Packs), pois permite definir de forma granular quais alertas irão gerar os incidentes no Service Manager. Por exemplo, apenas os erros são importantes em incidentes, assim como a prioridade e o estado do alerta no SCOM.
Também é importante notar que os incidentes no Service Manager podem ser abertos pelos estados resultantes dos Healthy Monitors do Operations Manager, o que amplia em muito o número de incidentes que serão gerados:

Edição do Conector no Service Manager
Criado o conector no console do Operations Manager é possivel ver o mesmo conector replicado no Service Manager em Administration –> Conectors.
Se for necessário alterar como os incidentes são abertos, registrados e auto-atualizados é necessário alterar o conector pelo console do Service Manager, como mostrado na tela abaixo:

Na tela de configuração do template definimos os critérios dos incidentes que serão sincronizados, lembrando que caso não seja configurado corretamente o conector no Service Manager, ao fechar um incidente este não será encerrado no Operations Manager e vice-versa.
No exemplo abaixo, selecionei todos os computadores pelo grupo, mas poderia ser feito um filtro pelo Management Pack, nivel de severidade, prioridade ou mesmo um campo personalizado:

Criando Conectores de Itens (CI) no Service Manager
Note que a importação dos Management Packs tem a ver com os itens de configuração e não com os alertas definidos anteriormente.
Neste caso, o que será importado são itens, computadores e dados recolhidos dos agentes pelo Operations Manager, para formar a biblioteca de dados de configuração junto com o próprio System Center Configuration Manager.
Sendo assim, criar o conector de itens de configuração não é tão importante quanto criar o conector para os alertas, principalmente em ambientes onde o System Center Configuration Manager também foi implementado e sincronizado.
De qualquer forma, recomendo que se crie o conector de CI para que máquinas monitoradas pelo Operations Manager e que não contenham agente do Configuration Manager estejam contempladas no banco de dados do Service Manager ao abrir um chamado. Alem disso, o conector permitirá ver aplicações como sites do IIS e outros serviços do Windows pelo Service Manager.
Para criar e administrar este conector, basta definir quais os Management Packs que irão enviar dados e o agendamento para esta tarefa:

Outros Conectores
Mais detalhes de cada um dos conectores pode ser vista no TechNet em http://technet.microsoft.com/en-us/library/hh524326.aspx

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A Microsoft disponibiliza diversas ferramentas de análise da implementação de um produto. Alguns são nativos e outros opcionais:
Vários artigos abordam o uso do BPA e do validador do Cluster são nativos e o MBSA foi descontinuado para o Windows Server 2012, então neste artigo trataremos apenas do MBCA e seu uso exemplo com o System Center 2012.
Instalação do MBCA e Pacotes
A instalação deste produto é muito simples, bastando executar o instalador.
Após instalar o MBCA passamos a instalar as ferramentas, ou pacotes de análise, permitindo que ao abrir o MBCA vejamos uma lista dos pacotes de análise disponiveis:

Executando o System Center 2012 Configuration Analyzer
Note que ao abrir o menu não terá uma opção para o SCCA, uma vez que ele é um plugin do MBCA, como pode ser visto abaixo:

O passo seguinte é selecionar os computadores que serão validados. Porem, para validar alguns servidores remotos pode ser necessário fazer o registro de segurança com Setspn. Se você não sabe como utilizar, pode usar as instruções do próprio SCCA, como mostrado nos tópicos a frente:

Os resultados são mostrados em duas abas, sendo possivel ver um resumo ou detalhamento dos dados analisados. No exemplo abaixo executei em um SCSM 2012 SP1 e o resultado inicial é que não há pendencias e permitindo exportar o relatório que pode ser revisado posteriormente depois de salvo com a opção “Open Report” no primeiro pront.


Utilizando a opção Collected Data é possivel ver os dados utilizados pelo SCCA para validar o SCSM:

Servidores Remotos
Instalar o MBCA e o SCCA em um único servidor é útil para evitar a instalação em uma farm de servidores ou mesmo para maquinas com acesso limitado. Porem, em alguns casos nao é possivel executar o SCCA remotamente tendo como resultado a mensagem abaixo:

A função Credssp permite que o servidor onde o SCCA está instalado tenha acesso ao servidor que está sendo analisado, sendo simples de ser executado e necessário para análises remotas.

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O System Center Advisor já era um produto conhecido a alguns anos, porem no inicio de Março foi anunciado que ele passou a ser gratuito para todos os clientes!
O que é o System Center Advisor?
O Advisor é similar ao System Center Operations Manager 2012 (SCOM), porem com uma série de regras baseadas em boas práticas.
Atualmente ele suporta Windows Server 2008, Windows Server 2012, SQL Server 2005, SQL Server 2008, SQL Server 2012, Exchange Server 2010, Lync 2010 e SharePont 2010.
As suas regras atualmente somam 249 itens (em 15/04/2013) e sempre sendo atualizadas e acrescentadas. É possivel escolher quais regras serão utilizadas, por produto ou feature especifica.
É importante ressaltar que o Advisor não foi criado para dar suporte a estações, o que é responsabilidade do Windows Intune.
Suas telas principais são o Dashboard que traz um resumo dos alertas por tipo de produto e servidor:

Detalhamento de cada um dos alertas, com dados do servidor e os itens com seus respectivos valores que levaram o SCA a identificar o alerta:

Por fim, é possivel ver o histórico de atualizaçoes de hardware e software por meio dos snapshots de configuração disponiveis, permitindo comparar os valores de uma data com outro, criando um CCM de servidores:

Como se Cadastrar e Configurar o System Center Advisor?
Para abrir uma conta no SCA é necessário apenas ter uma Microsoft Account (antigo Live ID/Passport) e entrar na home em https://www.systemcenteradvisor.com/Default.aspx sendo que o cadastro é simples e claro.
O passo seguinte é instalar os agentes, porem iremos falar disso no próximo tópico.
Após criar a conta já é possivel configurar os alertas desejados, que podem ser acessados pela console em Alerts –> Management Alert Roles mostrado nas imagens acima na tela de alertas e ver a imagem abaixo:

Note que é possivel selecionar as regras por tipo de produto, como a imagem acima, ou mesmo por alerta especifico, por exemplo, se o PowerShell está instalado ou não quando for verificado o sistema operacional:

Outro item de configuração importante de ser realizado é a criação de usuários e seus papeis no portal.
A imagem abaixo das configurações de segurança mostra como podemos acrescentar, editar ou deletar usuários, bem como indicar quais alertas cada usuário irá receber em seu email:

O SCA não permite selecionar quais itens cada usuário do portal poderá receber, uma vez que os papeis podem ser apenas de usuário (visualização) ou administrador. Para receber os alertas, selecione o checkbox abaixo:

Instalando os Agentes nos Servidores
Para instalar os agentes é necessário baixar o aplicativo e o certificado digital, que é utilizado no Gateway como forma de autenticação. O diagrama abaixo demonstra como é o processo de comunicação:

Para fazer o download do certificado e o agente clique em “Setting up System Advisor” na Dashboard principal e selecione os itens pelos botões de download:

É importante entender que o agente (binário) é um só para qualquer conta, o certificado que identifica o cliente/conta que está sendo monitorada e pode ser utilizado em vários servidores que irão ser gateway. Em casos de servidores standalone, ele deverá ser agente e gateway.
Esta opção de instalação é feita durante o setup do agente:

Se a instalação é gateway, será solicitado os dados de proxy (se houver) e a localização do arquivo do certificado. Se a instalação é de agente deverá ser colocado o nome do servidor que é o gateway. Obviamente o primeiro cliente a ser instalado deverá ser o gateway server.
Logs e Configurações
A configuração dos agentes/gateways podem ser feitas a qualquer momento por utilizar a ferramenta “System Center Advisor Configuration Wizard”, onde ele irá mostrar as configurações especificas para agente ou gateway, como as duas imagens abaixo demonstram:


Tambem é importante que se dê permissão aos agentes no gateway por usar o grupo local “Allowed Advisor Agents” e acrescentar os computadores que irão se comunicar com ele:

Para verificar os logs, deve ser utilizado no Event Viewer o log “Operations Manager” ou o diretório Program Files\System Center Advisor\<AgentData ou GatewayData>\Logs.
Coexistencia em Ambientes com SCOM
O agente do SCA é o mesmo utilizado pelo SCOM, portanto os dois sistemas de monitoração podem coexistir, sendo que uma mesma maquina pode se reportar aos dois sistemas, que são identificados pelo Management Group, que no caso do SCOM é definido na criação do Management Server e no caso do Advisor ao criar a conta no serviço.
Como o agente do Operations Manager já é desenhado para permitir a monitoração por vários servidores SCOM em organizações diferentes, isso não é problema ou impeditivo para ambientes em que se deseje usar os dois sistemas de monitoração.

Assim como no MMS do ano passado (http://bit.ly/IgE3Vu) todo o conteudo do evento deste ano que começou na segunda e terminou nesta quinta (8 a 12 de Abril) em Las Vegas.
O Microsoft Management Summit é um evento diferente do TechEd por ser focado em Windows Server e gerenciamento, principalmente System Center.
É um evento que todos os anos acontece em Las Vegas e sempre lotado. Las Vegas por si só já é um local extraordinário de se conhecer e o evento não faz por menos.
Segue o link do Channel 9 e na maioria das sessões é possivel baixar os ppts: http://channel9.msdn.com/Events/MMS/2013
Se quiser apenas os ppts, é possivel usar o filtro na lateral direita. Para quem faz apresentações, ppts prontos como os do MMS são essencial fonte de pesquisa.
Neste post irei abordar o uso do SPA, como instalá-lo e quais as informações que retornam para auxiliar o administrador de sistemas.
Esta ferramenta recentemente atualizada para Windows 2012 esta disponivel em http://msdn.microsoft.com/en-us/library/windows/hardware/hh367834.aspx#Download_the_SPA_3_software
Instalação
Ao executar o aplicativo será criada a pasta com os binários e arquivos de configuração do SPA, como a imagem abaixo, onde deverá ser executado o SPAConsole.exe para efetuar a instalação:

A instalação não cria qualquer banco de dados ou instala SQL Express ou outro, mas apenas instala os binários necessários a execução do aplicativo. Toda a configuração é realizada na primeira execução, ao criar os projetos.
Criando Projetos de Análise
Ao abrir o SPA crie um projeto, o que define o banco de dados para guardar os dados de servidores análisados. Abaixo a tela de configuração do projeto:


Na sequencia podemos escolher quais os pacotes que serão analisados, podendo ser Hyper-V, IIS e Windows Server Core:

Na sequencia definimos os servidores que serão analisados, sendo que pode-se acrescentar ou remover servidores posteriormente, apenas editando o projeto. Note que para cada servidor será criada uma pasta que compartilhada onde o SPA irá gravar dados e utilizar para as métricas:


Executando as Análises
O proximo passo é executar as análises, escolhendo os pacotes de monitoração desejados:


Durante a execução das análises será mostrado uma tela de acompanhamento, que pode demorar um longo tempo, tanto em virtude do numero de servidores como também a quantidade de dados em cada um dos pacotes de análise selecionado:

Terminada a execução, vemos um dashboard com os principais dados alertados em cada um dos pacotes de análise desejado:

Analisando os Dados Coletados
Como pode ser visto na imagem acima, ao lado de cada servidor e pacote analisado é possivel visualizar o relatório individual. São relatórios muito bem apresentáveis e com detalhamento de cada item que foi analisado.
Por exemplo, abaixo vemos o relatório do CoreOS onde temos as notificações de alertas, detalhes da configuração, dados de CPU, memória, disco e rede. Note que as guias de dados contem os detalhes da análise, enquanto a guia de notificações resume os problemas encontrados com sugestões de como resolver o gargalo encontrado:

Alem da guia de notificações, em cada uma das guias de dados analisados é possivel comparar com análises anteriores no botão Actions >> como o exemplo abaixo onde estariamos comparando relatórios de rede anteriores:

Outra forma de visualização de dados é utilizando gráficos de performance. Para isso clique no botão ao lado de cada pacote de análise e escolha o periodo que será utilizado para o desenho dos gráficos:

Muito similar aos dashboards do System Center Operations Manager, o SPA monta gráficos permitindo escolher entre todos os contadores analisados e sumarizados:

Após selecionar o periodo e os contadores, o gráfico pode ser visualizado como sumário geral, por dia da semana ou horário do dia em cada uma das 3 guias.

Conclusão
Com este aplicativo simples e funcional é possivel que administradores tenham uma visão detalhada da performance dos servidores, comparar com análises anteriores após fazer as correções e atualizações, e por fim apresentar dados de forma consistente quando necessário justificar investimentos na área de TI.
Neste artigo irei abordar a criação dos pacotes de aplicações virtualizadas. Este recurso é essencial para automatizar a criação de serviços como abordado no artigo anterior disponível em http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/Utilizando-o-VMM-2012-para-criar-camadas-de-servicos-com-o-Windows-2012-na-nuvem-privada.aspx
Entendendo Aplicações Virtualizadas
O recurso da virtualização de aplicações nada mais é do que um processo onde é capturada toda a atividade durante a instalação de um software seja chaves de registro, arquivos, configurações e atalhos.
O diagrama abaixo nos dá uma visão de como o processo funciona e irei abordar cada parte da criação do pacote neste artigo.

Instalando o Server Application Virtualization Sequencer
O Server App-V faz parte do VMM 2012 e pode ser encontrado na mídia de instalação no diretório D:\SAV\amd64 com o nome de SeqSetup.exe:

Após executar o instalador será gerado um atalho no menu iniciar para chamar o Server Application Virtulization Sequencer, que chamamos de Server App-V ou apenas SAV, e ao executá-lo terá acesso as suas funções principais que consistem em criar ou editar pacotes:

Virtualizando um Aplicação
Ao escolher a opção de criar um novo pacote será conduzido por um wizard muito simples, mas que exige certos cuidados.
O primeiro passo é escolher o executável que será utilizado para instalar a aplicação:

Na sequencia indique o nome que será dado ao pacote e o diretório onde ele será gerado:

O wizard irá executar o instalador indicado, com um aviso muito importante: O diretório definido para a aplicação tem que ser o mesmo criado no passo anterior no disco Q:

Importante: Se escolher um diretório diferente do indicado no primeiro passo (criação do pacote) os arquivos da aplicação não estarão no pacote, comprometendo a execução.
Ao terminar a instalação da aplicação é importante que você não a execute até que termine o wizard, clicando em Finished:

Neste momento o SAV irá procurar as alterações em arquivos e registro que a aplicação tenha realizado, podendo ser um processo rápido (2 minutos) ou lento (até 1 hora) dependendo do que será coletado e o tamanho do disco:

Agora sim é o momento de executar a aplicação e fazer customizações, uma vez que o SAV já inventariou alterações feitas pelo instalador:

No meu exemplo, configurei o tema da aplicação e o fechei. Automaticamente o wizard detectou o fechamento da aplicação e indica que foram capturada as informações:

Assim, o pacote está criado e o wizard mostra a mensagem de sucesso:

Ao clicar em Close será aberto automaticamente o editor de pacotes, que também pode ser executado no menu inicial do SAV, para que você valide o que será instalado. Nesse passo é importante olhar com cuidado o que foi coletado para evitar conflitos entre diferentes versões de sistemas operacionais ou outros aplicativos.
Ao terminar a edição, salve o pacote. Neste caso não é só criado o pacote mas também os arquivos de projeto do SAV no diretório indicado:


Editando Pacotes
A edição de pacotes é realizada no final de um sequenciamento ou pelo menu inicial do SAV que está no tópico anterior e consiste em abrir o arquivo SPRJ criado.
Como comentado acima, é importante lembrar de verificar em detalhes o pacote e evitar que cause problemas ao ser instalado em um servidor, uma vez que o editar permite alterar, deletar e incluir novos itens:

Criando um Perfil de Aplicação
Para aplicar um pacote em um Service Template ou VM Template podemos criar um perfil incluindo uma ou várias aplicações. Para criar o perfil de aplicações utilize o menu corresponde em Library do VMM
Indique quais sistemas operacionais são suportados pela aplicação e inclua o pacote criado dentro de Applications:


Importante: Para a aplicação aparecer na lista acima, o diretório criado pelo sequenciador precisa ser copiado no Library do VMM 2012:

Incluindo uma Aplicação Virtualizada em um Template
Como já comentado a aplicação pode ser incluída em um Service Template como também comentado no artigo sobre os modelos de serviço.
Para isso clique na área Add Application do template e selecione o perfil ou mesmo a aplicação diretamente:


Pronto!!!! A aplicação está vinculada a VM que será instanciada pelo Service Template:

Neste artigo irei abordar o recurso de templates de serviço no System Center Virtual Machine Manager 2012, e antes de mostrar como funciona é importante contrastar e relacionar com os templates de Virtual Machine, disponível desde a primeira versão do VMM.
Entendendo Service Templates
O recurso de templates do VMM desde as primeiras versões permite criarmos uma maquina virtual como modelo para utilizarmos no momento de criação de outras VMs. Para isso é criado uma VM, executado o SysPrep e copiado o VHD para a Library.
O recurso de Service Template utiliza os templates de VMs, mas é um recurso mais sofisticado onde podemos juntar aplicações virtualizadas, banco de dados SQL Server, definição da rede e storage automaticamente.
Um exemplo simples de implementação deste recurso é criar máquinas virtuais com determinadas aplicações pré-instaladas, por exemplo, servidores de antivírus. Para isso é possível virtualizar a aplicação que será instalada nas VMs com o Server App-V e incluir o pacote no serviço.
Nota: No próximo artigo irei abordar o Server App-V.
Um exemplo mais complexo é a implementação de um serviço de três camadas onde temos um servidor IIS acessando dados do SQL Server. Podemos criar um dois templates de VMs, um com o SQL Server virtualizado e outra máquina virtual com o IIS configurado, além da aplicação virtualizada dos componentes da camada de negócios.
Em ambos os casos, para fazer a criação das VMs basta clicar no Service Template e gerar a Instancia onde todas as VMs serão automaticamente criadas, configuradas e disponibilizadas.
Criando Service Templates
Para criar os templates utilizamos o menu próprio em Fabric do VMM 2012. Ao solicitar criar um novo template é possível escolher alguns modelos padronizados, como modelo em camadas com múltiplos servidores, um único servidor ou em branco.
Um exemplo de criação dos modelos de serviço pode ser visto abaixo, onde utilizei a opção Two-Tier onde são definidas duas VMs e uma rede lógica:

Neste exemplo temos duas VMs que serão configuradas, uma com IIS e a outra com SQL Server com uma placa de rede em cada uma, conectada a rede local criada anteriormente no Fabric à Virtual Networks, fornecendo assim o IP, MAC Address e até NLB se for necessário para o serviço.
Para cada VM fazemos a configuração das suas funções separadamente, após definir qual o template de VM será usada em cada uma das camadas (tiers).
O primeiro conjunto de propriedades irão definir os dados do hardware da VM, lembrando que o padrão será a definição já criada no template da VM:

A seguir configuramos os papeis (roles) do Windows que serão habilitados na VM, o que é uma automação do que teríamos que fazer no Server Manager logo após instalar uma VM:

Assim como as roles, identificamos as features (recursos) que esta VM irá ter:

Ainda nas configurações do sistema operacional da VM podemos indicar os dados de ativação, nome, usuário e senha, etc. No que no exemplo abaixo o nome do computador está com asterisco “*” pois o nome da VM é indicado no momento em que instanciamos o serviço, já que a cada criação do conjunto as VMs precisarão ter um nome específico:

Na sequencia podemos indicar serviço e aplicações que serão instaladas na VM baseados nos profiles que iremos abordar no tópico a frente. Este item é interessante para já instalar o pacote da aplicação do cliente quando esta já estiver disponível, como por exemplo, um sistema de comércio eletrônico ou outro:

O ultimo passo é definir a cota, ou “preço” de cada VM, que será importante ao se criar usuários que utilizarão os serviços a partir do System Center AppController, uma vez que definimos o “crédito” de cada um dos usuários.

Instanciando um Serviço
Para criar o conjunto de VMs para o serviço, basta clicar sobre ele e usar a opção “Publish” definindo em qual nuvem será criado o conjunto das VMs:

Logo após será aberta a tela de configuração dos dados específicos das instâncias (locais onde ficaram asteriscos “*”), como o exemplo abaixo retirado do System Center App Controller:
