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Windows 2003 EOL (End Of Live) – Parte 1: Primeiros Passos e Usando o Simulador Microsoft

Em 14 de Julho de 2015, menos de um ano da data de hoje, o suporte ao Windows 2003 acaba e muitas empresas ainda não estão tomando os passos necessários.

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A Microsoft disponibilizou um site onde podemos baixar os datasheets e utilizar um assistente para gerar relatórios: http://www.microsoft.com/en-us/server-cloud/products/windows-server-2003/

Quais os Riscos e Problemas

  • Fim das Atualizações (Updates) – Apenas os sistemas operacionais Windows Server 2008 e superiores receberão atualizações
  • No Compliance – Operadoras de cartão de crédito e sistemas bancários internacionais (SOX, Basiléia, etc) não permitiram transações a partir desta versão
  • Segurança Afetada – Todos os novos métodos de invasão, falhas de protocolo ou problemas de SO não receberão correção, significando maior investimento em ferramentas adicionais ou inviabilização de métodos e aplicações
  • Alto Custo de Manutenção – Os novos servidores e hypervisors não irão mais fornecer drivers para o Windows 2003, impossibilitando refresh de hardware e atualização de versão do hypervisor/VM tools

Como Começar a Partir de Agora

O primeiro passo é realizar um Assessment no ambiente para descobrir todas as aplicações, para isso podemos utilizar o MAP (Microsoft Assessment and Planning) que gera relatórios muito bons para migração. Ele até mesmo gera os dados de compliance de hardware e indicações para virtualização.

Para utilizar o MAP foi criado um MVA no ano passado, o foco era migração de Windows XP, mas o funcionamento da ferramenta e geração de dados é similar: http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/MVA-sobre-MAP-%28Microsoft-Assessment-Planning-and-Toolkit%29.aspx

O segundo passo é analisar compatibilidade das aplicações existentes, o que inclui a versão do web server e dos componentes de aplicações que estejam nestes servidores, versões de banco de dados, etc.

É aqui que está o grande risco, muitos dos profissionais de TI que converso e empresas estão focando em migrar AD, File Server e outros papeis do Windows, que a Microsoft preparou métodos fáceis de migração já que são Roles do sistema operacional. O problemas são as aplicações desenvolvidas internamente ou não.

Por exemplo, o SQL Server 2005 executado no Windows 2003 precisará ser migrado para SQL Server 2008 R2, aplicações escritas em .NET 1.x-2.x executando no IIS do Windows 2003 precisarão ser avaliadas muito criteriosamente, SharePoint 2003 e 2007 precisarão ser migrados para SharePoint 2010 ou 2013…

Estes exemplos deixam claro que o trabalho da migração vai muito além de apenas virtualizar!

Para isso existem muitos softwares que fazem o papel de analisador, como por exemplo, o Dell ChangeBase e o AppZero. O primeiro analisa todas as aplicações instaladas (similar ao Microsoft ACT) e testa automaticamente os métodos padrão e nativos de compatibilização. O segundo possui diversos métodos adicionais de compatibilização e faz um tracking de uma aplicação, gerando um pacote MSI, o que é extremamente útil em cenários onde não temos um instalador e não sabemos as dependências de uma aplicação.

O terceiro passo é analisar as opções, onde podemos avaliar um P2V (migração de máquina física para virtual) on-premisse, migração de sites ou banco de dados para o Microsoft Azure, criação de VMs em ambiente cloud com transferência de serviços e dados, etc.

Esta fase é onde precisamos criar planos bem definidos de migração para cada uma das aplicações e funções que hoje estão no Windows 2003. É a fase onde devemos nos concentrar em parada de serviços, seqüencia das operações, processos de migração, etc.

Conclusão

Deixar para depois a migração dos servidores é muito mais sério do que a migração de estações. Até hoje muitas empresas ainda possuem XP e sentem as dificuldades e custos de manter um sistema operacional sem suporte. Comece desde já a se preparar e será muito mais fácil.

Em um próximo artigo irei falar mais sobre o MAP e outras ferramentas para o Assessment.

Treinamento sobre SDN (Software Defined Network) com Windows e System Center

Este evento que será apresentado no MVA em 19/Março das 12:00 as 17:00 no horário brasileiro responde a uma pergunta importante: O que é SDN?

Aproveite!!!!

 

Software-Defined Networking with Windows Server and System Center Jump Start

Free online event with live Q&A with the networking team: http://aka.ms/SftDnet

Wednesday, March 19th from 8am – 1pm PST

Are you exploring new networking strategies for your datacenter? Want to simplify the process? Software-defined networking (SDN) can streamline datacenter implementation through self-service provisioning, take the complexity out of network management, and help increase security with fully isolated environments. Intrigued? Bring specific questions, and get answers from the team who built this popular solution!
Windows Server 2012 R2 and System Center 2012 R2 are being used with SDN implementations in some of the largest datacenters in the world, and this Jump Start can help you apply lessons learned from those networks to your own environment. From overall best practices to deep technical guidance, this demo-rich session gives you what you need to get started, plus in-depth Q&A with top experts who have real-world SDN experience. Don't miss it!

Register here: http://aka.ms/SftDnet

Utilizando o Hyper-V Replica Parte I–Vantagens e Primeira Réplica

O segundo artigo sobre Hyper-V Replica abordando RPO e RTO esta disponivel em http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/Utilizando-o-Hyper-V-Replica-Boas-Praticas-para-RTO-e-RPO.aspx

Apesar de muito noticiado como novidade no Windows Server 2012, o Hyper-V Replica não está sendo tão utilizado pelos profissionais de TI como esperado. Muito provavelmente temos o desconhecimento e a restrição a ser uma nova tecnologia, o que é natural.

Porem, uma das formas hoje usadas para réplica de VMs e que no Hyper-V criam diversos problemas é a réplica de storage, ou seja, a replicação que ocorre entre os storages em casos de datacenter de redundância (DR).

A tabela abaixo mostra alguns motivos pelo qual Hyper-V Replica é melhor opção a réplica de storage:

Storage

Hyper-V Replica

Performance da Réplica

Performance da cópia usa algoritmos dedicados de compressão

Boa performance, só replica alterações no VHDX, Windows 2012 R2 oferece compressão
Consistência Assegura consistência na réplica

Replica baseada em NTFS, permitindo ativo/passivo e Live Migration

RPO

Permite a réplica em agendamentos regulares ou contínuos Permite agendar a primeira réplica, as atualizações são a cada 5 minutos no Windows 2012 RTM e 30 segundos, 5 minutos ou 15 minutos no Windows 2012 R2

RTO

Necessita que os discos sejam ativados e os hosts Hyper-V inicializados Imediatamente os hosts ativam as VMs no DR
Replica de Novas VMs É necessário criar manualmente no site DR Replica qualquer alteração no XML da VM

Admin Tools

Storage console

Console do Cluster/Hyper-V

Nivel de Especialização Conceitos de Storage geral e do fabricante

Hyper-V e Microsoft Cluster

Cancelamento da Réplica Permite cancelar réplica de uma LUN Permite cancelar a réplica apenas de uma VM ou até mesmo um VHDX
Inversão Necessário reconfigurar a réplica Permite a inversão em modo gráfico

Cluster Mode

Ativo/Passivo Ativo/Ativo
Ação de Recover Recriar/Reiniciar os algoritmos de réplica Menu de contexto para reiniciar ou inverter

O maior problema da réplica de storage para Hyper-V é que a LUN replicada no site DR está offline. Sendo assim, não dá para alterar ou mesmo ver no Hyper-V as VMs no site DR, uma vez que a LUN não está acessivel e só pode ficar no momento de uma virada de operação.

Já o Hyper-V Replica permite inverter as VMs sem qualquer passo adicional, incluindo a reversão (inverter primário com secundário). Porem, iremos falar disso em outro post. Vamos focar no momento da primeira réplica.

Existem duas formas de a primeira réplica ser realizada sem utilizar o link entre os sites do exemplo abaixo:

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A primeira forma é fazer local a configuração do Hyper-V Replica e esperar o secundário ter todas as VMs prontas.

Este método tem a desvantagem da montagem do storage e servidores em dois momentos, o que pode encarecer o serviço e em muitos casos não haver espaço ou recursos de energia elétrica suficientes.

A outra forma é fazer isso por usar o próprio wizard do Hyper-V Replica escolhendo exportar a VM.

Para isso, ao configurar a réplica de uma VM escolha a opção "Send initial copy using external media” e defina um local para exportar os arquivos como abaixo:

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O passo seguinte é importar a VM no host onde ela foi criada. Note que a VM é criada no final do wizard acima no host destino, mas sem os arquivos e sem ativar a réplica:

Imagem1

Escolha a localização criada pelo wizard e aguarde a importação:

Imagem3

Completado este item no servidor destino o status estará Warning e no servidor de origem Normal indicando que está ok.

Imagem4

O próximo passo é clicar no servidor de origem na VM e usar a opção Resume Replica para que ele inicie a cópia de sincronização.

Uma dica importante é que o Hyper-V Replica funciona criando um snapshot e enviando o arquivo de snapshot da origem para o destino, portanto não demore muito tempo para fazer a sincronização inicial pois poderá ter problemas de espaço e performance por conta do uso de um disco diferencial do snapshot.

Nos próximos posts iremos abordar melhores configurações e como montar um ambiente de Hyper-V Replica.

Microsoft Assessment and Toolkit 9.0 (MAP) Lançado

Ontem foi liberado para download o MAP 9.

O MAP é uma ferramenta essencial para avaliação de migração de Windows cliente, Windows Server, Windows Azure, consolidação de banco de dados, consolidação de servidores, virtualização, licenciamento e workload.

Segue o descritivo das novas funcionalidades:

New Server and Cloud Enrollment scenario helps to simplify adoption

Server and Cloud Enrollment (SCE) is a new offering under the Microsoft Enterprise Agreement that enables subscribers to standardize broadly on one or more Microsoft Server and Cloud technologies. The MAP Toolkit 9.0 features an assessment scenario to identify and inventory SCE supported products within an enterprise and help streamline enrollment.

New Remote Desktop Services Licensing Usage Tracking scenario creates a single view for enterprise wide licensing

With an increase in enterprises deploying Remote Desktop Services (RDS) across wider channels, RDS license management has become a focus point for organizations. With the new RDS Licensing scenario, the MAP Toolkit rolls up license information enterprise-wide into a single report, providing a simple alternative for assessing your RDS licensing position.

Support for software inventory via Software ID tags now available

As part of the Microsoft effort to support ISO 19770-2, the MAP Toolkit now supports inventory of Microsoft products by Software ID (SWID) tag. SWID enhanced reports will provide greater accuracy and assist large, complex environments to better manage their software compliance efforts by simplifying the software identification process and lowering the cost of managing software assets.

Improved Usage Tracking data collection for SQL Server Usage Tracking scenarios

As part of our ongoing improvement initiatives, Usage Tracking for SQL Server 2012 has been enhanced to use User Access Logging (UAL). UAL is a standard protocol in Windows Server 2012 that collects User Access information in near real time and stores the information in a local database, eliminating the need for log parsing to perform Usage Tracking assessments. UAL vastly improves the speed and helps to eliminate long lead times for environment preparation associated with running Usage Tracking assessments.

Download the MAP Toolkit 9.0 now!

Webcasts MVP IT ShowCast 10/12/2013

Amanhã continuamos com a programação do MVP IT Show Cast com as apresentações da track Cloud & Datacenter onde irei apresentar com o Rafael Bernardes.

A primeira sessão será sobre as opções de rede e storage para datacenters modernos:

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Increva-se pelo link: https://msevents.microsoft.com/CUI/EventDetail.aspx?EventID=1032572438&Culture=pt-BR&community=0

A segunda apresentação será sobre as novas tecnologias introduzidas pelo Windows Server 2012 R2:

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Increva-se pelo link: https://msevents.microsoft.com/CUI/EventDetail.aspx?EventID=1032572440&Culture=pt-BR&community=0

Dell Management Packs para SCOM 2012 R2 Liberados

Monitorar fisicamente servidores, storages e equipamentos físicos é uma premissa e um recurso muito importante para administradores de Datacenter.

Para os que não sabem ou ainda não implementaram a solução do OME (Open Management Essential) integrada com o SCOM leia o artigo que publiquei em http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/Monitorando-Storages-EqualLogic-e-Servidores-Dell-com-o-SCOM-2007-R2-e-SCOM-2012-RC.aspx

A boa notícia estão disponíveis os pacotes de monitoração atualizados para funcionarem com o System Center Operations Manager 2012 R2 em: http://en.community.dell.com/techcenter/b/techcenter/archive/2013/11/27/dell-management-packs-now-support-microsoft-system-center-2012-r2.aspx

Se possui servidores Dell, não deixe de implementar a monitoração detalhada de servidores, storages e dispositivos físicos Dell.

Monitorando Storages EqualLogic e Servidores Dell com o SCOM 2007 R2 e SCOM 2012 SP1/R2

Atualização de Management Packs disponivel em http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/Management-Packs-para-SCOM-2012-R2-Liberados.aspx

Todos que utilizam o System Center Operations Manager 2007 sabem o quanto é importante conhecer os Management Packs para monitorar detalhes de aplicações, serviços e outros.

Porem, poucos utilizam todo o potencial que os fabricantes disponibilizam por meio dos Management Packs proprietários e hoje irei mostrar uma implementação de SCOM integrado aos equipamentos Dell, servidores e EqualLogic muito interresante.

Ressaltando que os Management Packs do SCOM 2007 são compativeis com o SCOM 2012 atualmente em Release Candidate.

Para download do Server ProPack e do EqualLogic baixe os pacotes a partir do Microsoft Pinpoint nos pacotes da Dell, evitando baixar direto do site ou guardar links, pois são atualizados com frequencia http://pinpoint.microsoft.com/en-US/PartnerDetails.aspx?PartnerId=4295881286&CurrentTab=1

Para os exemplos neste post baixei os pacotes Dell Server Suite, Dell Server Pro e Dell EqualLogic sendo que todos são gratuitos (FREE)

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O próximo passo é fazer o Discovery para encontrar os servidores e para o storage utilizando as configurações padrão do Network Discovery com o IP do portal iSCSI do EqualLogic, que já identificará o modelo bem como algumas informações básicas. A partir dai basta esperar alguns minutos até que o SCOM detecte todas as informações dos servidores e do storage:

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Primeiro é possivel ver as funcionalidades que o Dell Server/PRO permitem monitorar e note no exemplo abaixo que será alertado quando ocorrer alta temperatura do processador, problemas nas fontes redundantes, fans, voltagem e até detalhes especificos como abertura da tampa e problemas com hot spare/discos pelo Healthy Explorer dos servidores:

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Também pelo Healthy Explorer do storage EqualLogic será possivel ter uma ideia das monitorações, que não se limitam a comunicação com o storage mas chega ao nivel de grupos e discos fisicos:

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Mas o mais interessante são, sem dúvida, as views que estes Management Packs. No exemplo abaixo utilizei a Complete Diagram View e o resultado é excelente, onde temos o storage, os grupos, volumes, controladoras e detalhes adicionais:

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Note que ao clicar no disco utilizando o diagrama até o numero de série é possivel de ser visualizado, demonstrando a importância destes recursos para administração destes equipamentos:

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Claro que abordei os equipamentos que trabalho e implemento com frequencia e neste ponto a Dell tem uma parceria muito forte com o time de produtos para desenvolver monitorações eficientes.

Caso utilize produtos de outros fabricantes poderá encontrar informações similares no catálogo do Microsoft PinPoint em http://pinpoint.microsoft.com/en-US/applications/search?q=management%20packs

Conceitos de Storage para IT Pro 3 – Virtualização e Tierização

No primeiro artigo desta série Conceitos de Storage para IT Pros–Tipos de RAID e IOPS abordamos alguns conceitos importantes e básicos para profissionais de TI sobre os tipos de RAID disponiveis e utilizados hoje em storages e também como calcular IOPS (operaçoes de leitura e escrita) para cada tipo de disco e aplicações.

No segundo artigo http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/Conceitos-de-Storage-para-IT-Pro-2-e28093-Controladoras-e-Modelos.aspx abordamos os tipos de controladoras e tecnologias de storage mais comuns hoje existentes no mercado.

Neste terceiro artigo veremos o que são conceitos de tierização e virtualização de storages.

Virtualização

A virtualização de storage conceitualmente é diferente da virtualização de computadores.

Na virtualização de storages o conceito é utilizarmos um produto que faça a conexão com vários tipos e modelos de storage. Por exemplo, o System Center Virtual Machine Manager 2012 é capaz de ser a interface entre os diferentes storages e as máquinas virtuais. Mais detalhes sobre isso podem ser vistos no post http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/Gerenciamento-de-Storage-com-o-System-Center-Virtual-Machine-2012.aspx

VMM2012

O mesmo recurso pode ser alcançado com o SMB 3.0 do Windows Server 2012, onde podemos apontar todas as LUNs disponíveis em um File Server e por meio do SMB 3.0 mapear as VMs entre os diferentes storages.

Tierização

Este recurso está presente em alguns storages de mercado e pode ser simulado pelo VMM. Significa ter a possibilidade de termos diversos storages com performances diferentes e ter a capacidade de mover uma VM de um storage mais lento para outro mais rápido de forma transparente a operação.

Isso pode ser simulado pelo VMM e pelo Hyper-V 3.0 com o recurso Storage Migration, onde podemos mover as VMs com Live Storage Migration permitindo que a operação não seja interrompida quando movemos entre os diferentes modelos de storage disponíveis.

Porem, alguns modelos storage como, por exemplo Compellent e Equallogic, podem conter “gavetas” de discos de diferentes tipos e mover os dados entre as gavetas conforme a performance necessária da aplicação ou maquina virtual. Neste caso o software do storage faz isso automaticamente conforme a carga que cada VM ou aplicação impõe ao storage.

Fonte: http://www.dellstorage.com/storage-tiering-archiving/storage-tiering.aspx

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Para mais informações sobre o Windows Server 2012, acesse: http://clk.atdmt.com/MBL/go/425205719/direct/01/

Conceitos de Storage para IT Pro 2 – Controladoras e Modelos

No primeiro artigo desta série Conceitos de Storage para IT Pros–Tipos de RAID e IOPS abordamos alguns conceitos importantes e básicos para profissionais de TI sobre os tipos de RAID disponiveis e utilizados hoje em storages e também como calcular IOPS (operaçoes de leitura e escrita) para cada tipo de disco e aplicações.

Neste artigo iremos abordar os tipos mais comuns de controladoras e modelos de storages.

A tabela a seguir retirada do documento da Microsoft “Analyzing Characterizing and IO Size Considerations” disponivel em http://bit.ly/18nlbTg mostra como o tipo de barramento da controladora fisica utilizada para o seu storage influencia diretamente na performance:

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HBA – Host Bus Adapter

Este é um tipo de barramento muito utilizado antes do iSCSI e muito eficiente, interligando o storage diretamente com o servidor por uma placa dedicada, sendo utilizado pelo Fibre Channel (exemplo Compellent) ou modelo de conexão direta (exemplo MD3000).

Como pode ser visto na tabela acima, por ser um barramento dedicado temos toda a performance sem concorrencia, diferente do iSCSI, pois no HBA cada servidor se conecta a uma saida do storage ou a um switch dedicado e no iSCSI usamos duas saidas de rede para todos os servidores.

Alem disso, em um storage dedicado são pelo menos duas controladoras, sendo elas redundantes e simultaneas para acesso, garantindo segurança e alta performance.

A desvantagem dos modelos HBA se dá por conta da limitação de conexões possiveis, uma vez que em alguns modelos (exemplo MD3000) são 4 portas, limitando a 4 servidores. Para este modelo utilizar HBA e montar um cluster de 4 nós é uma boa alternativa.

Fibre Channel

O FC é um dos modelos de HBA muito utilizado por conta da alta performance e numero ilimitado de hosts que podem ser conectados pelo switch Fibre Channel.

Alem disso, o FC permite boot de servidores sem disco local, o que garante a substituição de um host apenas colocando outro hardware identico e alterando o WWN no storage.

Nos storages FCs utilizamos o WWN (World Wide Name) para indicar qual LUNs será utilizado por cada servidor, sendo muito simples de ser realizado e configurado. Com o Windows 2012 podemos entregar storages diretamente as VMs por criar um WWN virtual no Hyper-V:

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A desvantagem do FC se dá pelo custo mais alto que as outras soluções envolvendo HBA e, principalmente, iSCSI. Porem, as vantagens técnicas, administrativas e performance fazem do FC o melhor tipo de conexão a storage.

iSCSI

O iSCSI (Internet SCSI) é o modelo mais utilizado hoje por conta do custo acessivel, diversas opções de fabricantes, modelos e tamanhos. Basicamente o iSCSI utiliza comunicação pela rede ethernet comum, porem com algumas vantagens que melhoram a performance se seguidos:

  • Utilizar switches de rede separados apenas para a rede de storage
  • Trabalhar com 2 placas de rede em cada servidor para configurar o recurso de MPIO (Multipath I/O) que permite utilizar as duas placas simultanêas no acesso aos dados, duplicando a velocidade de acesso
  • Configurar o Jumbo Frame para trabalhar com pacotes de dados de 9K ao invés de 1.5K, uma vez que storage sempre trafega dados em pacotes maiores diferentemente da comunicação comum em rede

A desvantagem do iSCSI se dá exatamente pelos pontos acima, já que a estrutura de rede precisa ser dedicada para ter melhor performance e redundância.

O suporte ao iSCSI pode ser pelo storage ou até por softwares que habilitam um servidor comum a se tornar um storage iSCSI, o que é chamado de iSCSI Initiator Server e o cliente de iSCSI Initiator. A Microsoft tem este software disponivel, mas é muito conhecido no mercado o StarWind iSCSI Initiator Server.

NAS com SMB 3.0

A tecnologia de NAS (Network Attached Server) é baseada no Windows Server 2012 que com o SMB 3.0 torna ele compativel com virtualização, permitindo que o Hyper-V utilize um File Server para armazenar as maquinas virtuais, possibilitando que seja montado um Cluster baseado apenas em File Server.

As vantagens deste modelo são o baixo custo, facilidade na administração e entrega para novos servidores.

As desvantagens se dão por conta da rede que tem os mesmos requisitos listados do iSCSI, tendo algumas considerações adicionais:

  • O MPIO precisa ter placas de rede redundantes no servidor baseadas em SMB Direct e RDMA que não são modelos triviais em servidores atualmente
  • O Jumbo Frame impossibilita que maquinas de usuários (clientes) utilizem o servidor para guarda de arquivos, a menos que se habilite neles o modo Jumbo Frame com implicações em todos os switches da rede Core
  • Storages possuem recursos de multicontroladoras e fontes, o que nem sempre é presente em File Servers

Conclusão

Utilizando corretamente os tipos de storages disponiveis e pensando em sua necessidade é possivel ter um ambiente confiável e com boa performance e redundância.

Fonte: http://bit.ly/13uRbOs (Windows Server 2012 White Paper Storage)

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Para mais informações sobre o Windows Server 2012, acesse: http://clk.atdmt.com/MBL/go/425205719/direct/01/

Novos Recursos de Rede no Windows Server 2012

Ao escolher uma placa de rede para utilizar com o Windows Server 2012 algumas considerações são importantes. A escolha de uma placa de rede ideal, seja para virtualização, File Server, SQL ou outra função.

A tabela abaixo demonstra como os recursos de placas de rede deve ser configurado conforme a função que o servidor fisico irá desempenhar:

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Saber como estes recursos funcionam pode não ser o desejo de consumo da maioria dos IT Pros, mas o ganho de performance é considerável e por isso se tornam um item que deve ser configurado.

Placas de rede para uso em servidores possuem um processador específico para desenvolver as tarefas de controle de interrupções, enfileiramento de mensagens e outras funções que liberam o processador (CPU) do computador de ter que lidar com o tráfego de rede.

Abaixo vemos a configuração de Interrupções (Ch0), onde podemos habilitar o processador da placa a realizar o controle de multiplos usos da placa ao invés da CPU. Isso acontece, por exemplo, no momento em que várias aplicações acessam a rede. Se a placa de rede é offboard vale a pena, se a placa é onboard sua CPU é menos eficiente que a CPU do computador, e o recurso não valeria a pena:

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Os recursos Large Offload permitem indicar se a placa ou o SO irá fazer a transformação de pacotes em frames. Por exemplo, se um dado trafegado é maior que o pacote padrão de 1500 bytes (9000 em Jumbo Frame) ele é dividido em diversos pacotes. Os recursos de offload irão indicar que a placa é responsável por transformar o pacote em frames. Ligar este recurso para servidores de email e streaming não seria indicado, uma vez que estes tipos de pacote podem naturalmente ser perdidos e retransmitidos:

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Já o RSS faz com que pacotes vindo de uma mesma conexão TCP/UDP sejam processadas sempre pelo mesmo processador principal. Em maquinas multiprocessadas ou mesmo multi-core este recurso faz com que cada conexão fique como que fidelizada ao mesmo processador, evitando que um pacote seja distribuido entre processadores e acabe por causa overload na CPU.

Para maquinas virtuais e NIC Team o recurso RSS é utilizado automaticamente quando se habilitou o SR-IOV no Virtual Switch, que permite que VMs no Windows 2012 acessem os recursos fisicos das placas de rede nativamente, como os que já abordei.

O recurso RSC junta pacotes pequenos para criar um unico pacote. Por exemplo, ele permitirá juntar 3 pacotes de 400 bytes em um unico de pacote de 1500 bytes, economizando cabeçalhos e pacotes na rede. Obviamente que com este recurso melhoramos o meio fisico de comunicação, jogando um numero menor de pacotes no cabo de rede.

O RDMA é um recurso que permite e dá suporte ao SMB Direct, um novo recursos dos File Servers. Este recurso permite que dados na memória de um servidor de arquivos seja transmitido diretamente a placa de rede, sem a necessidade da passagem pelo kernel do sistema operacional. Sua performance é similar ao Fibre Channel, que seria uma controladora dedicada (HBA). Sem o RDMA o recurso de Cluster Hyper-V baseado em SMB (File Share) fica comprometido em performance.

Importante: Quando em placas para acesso a storage iSCSI os recursos Offload, RSS e RDMA precisam estar desabilitados pois eles “seguram” os pacotes de dados, causando perda de pacotes e lentidão

Abordei alguns dos recursos existentes e que podem melhorar a performance de algumas funções como a tabela no inicio do artigo.

Se desejar detalhes sobre os recursos, acesse os links http://technet.microsoft.com/en-us/library/jj574168.aspx e http://technet.microsoft.com/pt-br/library/hh831795.aspx

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Para mais informações sobre o Windows Server 2012, acesse: http://clk.atdmt.com/MBL/go/425205719/direct/01/

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