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Lançamento do System Center 2022–Ainda Vale a Pena? Será descontinuado?

A primeira vez que recebi o premio de MVP foi na categoria System Center, que depois alterou para Cloud and Datacenter Management (CDM).

Com o crescimento exponencial das clouds publicas os ambientes on-premises passaram a ser integrados também aos recursos disponíveis em cloud publica e/ou migrados.

Então recebo constantemente a pergunta “O System Center vai morrer?” e até afirmações “System Center foi descontinuado”.

Com o lançamento do System Center 2022 em 1o de Abril voltamos estas perguntas https://cloudblogs.microsoft.com/windowsserver/2022/04/01/system-center-2022-is-now-generally-available?WT.mc_id=AZ-MVP-4029139

Sendo assim vamos a algumas questões e usarei uma apresentação que fiz no MVPConf.

O que levou a essas conclusões?

  • Atualizações semestrais foram descontinuadas (1801, 1909, etc), as atualizações seguiram o modelo anterior de Update Rollups a cada 12 a 18 meses e novas versões a cada 3 ou 4 anos
  • Configuration Manager teve sua ultima versão 2012 R2 como a ultima que fazia parte da suíte System Center e passou a ser Enpoint Manager na familia do Intune
  • Service Manager teve um comunicado do time de produtos em 2018 onde afirmavam que o produto não seria descontinuado
  • Operations Manager não tinha uma integração com o Azure Monitor
  • Virtual Machine Manager não dava suporte a recursos novos do Hyper-V e suporte limitado ao Azure
  • Orchestrator com poucos pacotes de integração para 3rd partners

Configuration e Endpoint Data Protection Manager

  • Foi deslocado da família System Center para a família Endpoint Management
  • Integração com Intune e novos recursos do Azure como Analytics (Log e Desktop)
  • Possibilidade de utilizar roles diretamente na web (CMG)
  • Licenciamento foi integrado nas licenças de Microsoft 365, Enterprise Mobility Suite (EMS), Intune add-on e CoreCal Bridge

Conclusão: O produto não foi descontinuado nem se tornou uma nova família para se “desprender”, e sim um reposicionamento para o time de gerenciamento de Windows.

Operations Manager

  • Os Management Packs foram todos atualizados para os produtos novos (Windows Server 2019, Exchange, SharePoint, etc)
  • Foi disponibilizado um Management Pack para Azure que permite fazer toda a monitoração e dashboards, recebeu integração com o Log Analytics, que alimenta os dados para uso no Azure Monitor
  • Reduz custos e tem melhor performance nos alertas para servidores on-premisse, quando o ambiente é integrado com o Azure Monitor
  • Projeto Aquila permitirá usar o SCOM como SaaS (fonte: ZDNET e Directions)

Conclusão: Continua como uma ferramenta importante para ambientes on-premisse. Para ambiente cloud o Azure Monitor e outros são indicados.

Virtual Machine Manager

  • Está sendo atualizado com os recursos novos do Windows 2019, mas o timeline entre novos recursos do Windows e a inclusão seguem os Update Rollups, de 12 a 18 meses
  • Ainda é muito importante por conta de recursos em Cluster de Hyper-V e monitoração para quem utiliza
  • Windows Admin Center vem incluindo diversos dos recursos que o VMM possui, mas os wizards do VMM são superiores

Conclusão: Para grandes Clusters o VMM é indispensável, mas para gerenciamento de servidores Hyper-V segregados o Admin Center é uma boa opção.

Data Protection Manager

  • Manteve as características principais de backup apenas de produtos Microsoft on-premisse (SQL, Hyper-V, Exchange, etc) e VMWare. Não tem previsão de inclusão para produtos de terceiros
  • Não suporta serviços do Azure, cada serviço do Azure possui ferramentas próprias de backup. Aceita agentes em Azure VMs, porem deve-se levar em conta custo de download
  • Possui a versão gratuita Microsoft Azure Recovery System (MARS) que é um subset do DPM sem suporte a fitas

Conclusão: Para ambientes Microsoft on-premisse ou Azure VMs para discos locais ou fitas ainda é importante, mas ambientes Azure utilizar os recursos nativos de cada serviço.

Service Manager

  • Portal de autoatendimento agora em HTML 5
  • Suporta integração com BMC, ServiceNow e outros, mas alguns conectores são pagos (3rd SW)
  • Manteve-se fiel ao modelo ITIL v3
  • A construção de workflows foi melhorada incluindo uma interface mais amigável e mais recursos de integração com o Orchestrator

Conclusão: É uma ferramenta da suíte que recebeu poucos avanços e manteve sua dependência do Orchestrator, que torna mais complexa a administração. Mas como faz parte da suíte é financeiramente justificável no conjunto.

Orchestrator

  • Os Integration Packs foram todos atualizados para os produtos novos (Windows Server 2019, Exchange, SharePoint, etc)
  • Integration Packs de 3rd SW nem todos possuem atualizações, na maioria são pagos
  • Agora suportando PowerShell v4 permite que se crie novas funcionalidades por código, o que remove as limitações dos Integration Packs

Conclusão: Continua como uma ferramenta importante para ambientes on-premisse. Para ambiente cloud o Azure Monitor e outros são indicados.

Alternativas ao System Center

Com os avanços das ferramentas integradas como Hybrid usando Azure Arc e Azure Automation, você poderá estender os mesmos recursos nos servidores on-premises equivalentes ao System Center.

image

Integrando Updates de Fabricantes com o System Center Configuration Manager (Endpoint Protection Server)

Uma das necessidades que muitos administradores de TI tem é fazer o update de forma centralizada.

Isso se deve a ter um unico ponto de contato, evitar instalar mais softwares de fabricantes, principalmente para drivers de clients e servers com vários fabricantes.

Já bem estruturado e desde a versão 2012, o SCCM tem a capacidade que se chama SCUP (System Center Update Service) para isso.

Utilizando o SCUP

É bem simples de ser usado, vá ao site do fabricante que pode ser de HW ou SW e consiga a URL com o arquivo cab de atualizações. Dentro desse arquivo irá ter as definições em XML dos updates e requisitos. Por exemplo ele contem os updates com a lista de servidores e maquinas compativeis, ou requisitos de software para updates como Adobe e Autodesk.

Depois que tiver a URL vá em Software Library –> Software Updates –> Third-Party Software Updates e inclua o catálogo como a imagem abaixo:

Anotação 2019-12-30 180714-2

Anotação 2019-12-30 180714-3

Dai em diante basta aguardar que ele finalize o processo de sincronização e utilizar o botão Subscribe to Catalog para iniciar os updates:

Anotação 2019-12-30 180714-4

Eles irão aparecer junto com os updates de Windows para serem aprovados, com uma classe a parte para se criar as regras automaticas de Deploy.

Posted: mar 08 2020, 22:57 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
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System Center 2019 e Windows Server 2019 – Upgrade in place II

Com o lançamento oficial do System Center 2019 semana passada agora já podemos testar a migração da versão final.

https://cloudblogs.microsoft.com/windowsserver/2019/03/07/coming-soon-microsoft-system-center-2019?wt.mc_id=4029139

Nova Politica de Versões

Na nova politica de versões do System Center, não haverá os canais Semi-Anuais como Windows.

Ou seja, você terá a versão 2019 por aproximadamente 3 anos com os updates que em geral ocorrem 3 vezes por ano.

Isso significa que diferente das primeiras versões que foram o 1801 e 1807, daqui em diante não teremos mais esse mesmo tipo de nomenclatura retornando ao antigo modelo de versões com updates (2019 UR 99).

Importante: System Center Configuration Manager continua com o canal Semi-Anual

https://docs.microsoft.com/en-us/system-center/ltsc-and-sac-overview?wt.mc_id=4029139

Executando o Upgrade

No mesmo documento acima, vemos o suporte para upgrade in-place que é garantido até as ultimas 2 versões.

Isso significa que os usuários das versões 2012 R2 precisarão primeiro fazer o upgrade para a 1801 e depois para o SC 2019.

Importante: System Center Configuration Manager terá as regras de update diferentes, dependendo do canal escolhido

Assim como o upgrade da versão 2016 para a 1801 foi tranquila e já demonstrei aqui http://www.marcelosincic.com.br/post/System-Center-2019-e-Windows-Server-2019-Upgrade-in-place.aspx, a migração do 2019 tambem foi bem satisfatória.

Todos eles precisamos apenas confirmar a instalação, apenas com excessão do SCOM e VMM que é necessário o upgrade de agentes.

O DPM não executei o upgrade pois atualmente utilizo o Microsoft Azure Backup que é um subset especializado para backup no Azure.

System Center Operations Manager (SCOM)

SCOM (2)

SCOM (3)

No caso do SCOM uma mudança é agora poder ativar pela interface no “About”, antes era necessário fazer pelo PowerShell com o comando Set-SCOMLicense.

SCOM (1)

Lembrando que no caso do SCOM é necessário autorizar o upgrade do agente para todos os servidores logo após a instalação. Caso não o faça continuará havendo comunicação, mas ele irá criar alertas constantes de aviso e novos recursos podem ocasionar falha nos agentes.

System Center Service Manager (SCSM) e System Center Orchestrator (SCO)

Literalmente nada precisou ser feito ou alterado e o mesmo aconteceu com o Orchestrator.

Service Manager (1)

Service Manager (2)

System Center Virtual Machine Manager (SCVMM ou VMM)

O VMM já exigiu um pouco mais de trabalho, pois é necessário rever as contas no “Run-AS” que agora limita contas locais e reinstalar os agentes.

No meu caso, fiz o exercicio de desinstalar para validar se apenas utilizando o banco de dados retornaria e funcionou!

VMM (1)

VMM (2)

VMM (3)

VMM (4)

System Center 2019 e Windows Server 2019 – Upgrade in place

Como conhecido, o System Center saiu em sua nova versão, agora seguindo o mesmo conceito de Branch (Current Branch) do Windows. De agora em diante veremos as versões seguindo o numero que indica a edição:

image

A versão 2019 da suite não teve alterações em layouts ou funcionalidades principais, mas acrescenta diversos recursos novos.

Atualmente temos disponivel a nova versão 1801, que se aproxima muito do que será a versão 2019 que terá como build 1901 com data de lançamento previsto em Março.

Estes recursos podem ser visualizados no link: https://thesystemcenterblog.com/2018/09/25/whats-new-in-system-center-2019/

Upgrade do System Center Configuration Manager

O SCCM já desde a versão 2016 tem o upgrade como uma funcionalidade nativa e automática. Sempre foi muito estável e fácil de ser realizada, ficando disponivel em Administration –> Updates and Services:

Upgrade SC (10)

Após iniciado, pode-se ir pelo menu da barra superior e acompanhar toda a instalação passo a passo:

Upgrade SC (1)

Lembrando que não é possivel interagir com o upgrade após iniciado, mas em caso de se escolher deixar as features desabilitadas no menu mostrado na primeira imagem, escolha a opção Features para incluir uma das novas.

Pessoalmente sempre prefiro fazer a instalação dos upgrades sem selecionar features e depois incluir as que desejo, assim posso estudar o impacto e real necessidade de mais componentes sendo executados no servidor.

Upgrade do System Center Service Manager

Tambem simples de ser realizado, insira a midia do SCSM e ele já entrará no modo de upgrade onde você irá selecionar qual dos servidores locais está sendo atualizado. Lembrando que é importante saber a estrutura para escolher a função correta do servidor que está sendo atualizado, no meu caso o Management Server:

Upgrade SC (2)

Upgrade SC (6)

A atualização é bem tranquila, e ao final já está executando. O novo portal de auto-serviço agora oferece a experiencia HTML5 sem necessidade de componentes adicionais:

Upgrade SC (9)

Upgrade do System Center Operations Manager

A Microsoft realmente aprendeu a fazer upgrades de versão com o System Center transparentes, rapidas e eficientes. O mesmo vale para o SCOM.

Similar ao SCSM, basta incluir a midia e executar o modo de upgrade:

Upgrade SC (3)

Upgrade SC (8)

A mensagem de Warning na tela acima existe desde as versões anteriores. Como os instaladores do System Center não pedem chave, em alguns é necessário fazer a inserção da chave posteriormente.

Para inserir a chave, execute o PowerShell do SCOM e utilize o comando, lembrando que agora a chave de instalação do System Center é a mesma para toda a suite desde a versão 2012:

Set-SCOMLicense -ProductId 'xxxxx’

Upgrade do System Center Orchestrator e Virtual Machine Manager

Para fazer o upgrade do SCO tive que primeiro desinstalar o servidor. O motivo no meu caso foi a instalação de um update no meio do ano que era beta e com isso o upgrade automático não é possivel.

Nesses casos, faça a desinstalação do servidor com a opção Retain Database ativada, mesmo sendo a do SCVMM a do Orchestrator é similar:

Upgrade SC (7)

Depois de desinstalar a versão anterior, ou mesmo para um refresh, refaça a instalação com a opção de utilizar um banco de dados já existente:

Upgrade SC (4)

Upgrade SC (5)

Upgrade SC (12)

Com isso a instalação tanto do System Center Orchestrator quanto do Virtual Machine Manager finaliza com os mesmos dados existentes.

Em muitos casos, o Orchestrator e o Virtual Machine Manager para no meio da instalação com um erro genérico de banco de dados, com a mensagem: “DBSetup.exe fails with unknown error 0x800A0E7A”

Se isso acontecer no seu caso, baixe e instale o SQL Server 2012 Native Client – QFE disponivel em https://www.microsoft.com/en-us/download/details.aspx?id=50402

Upgrade do Windows Server 2019 com Serviços de System Center

Em alguns dos servidores, antes de fazer o upgrade do Windows realizei o upgrade do System Center.

Isso porque o System Center 2019 é compativel com o Windows Server 2012 R2, mas o contrário não. Isso quer dizer que é mais confiavel primeiro o upgrade dos serviços e depois do Sistema Operacional que tambem é compativel.

Upgrade SC (11)

Conclusão

O upgrade dos servidores System Center são estáveis, mas lembre-se de sempre ter um backup das bases de dados se ocorrer um problema nessas fases.

Tambem é importante lembrar das regras de ordem, em geral os Management Servers antes das outras funções.

Adquirindo e Licenciamento o Azure OMS – Operations Management Suite

Apresentamos muitas vezes ao cliente esta solução, que executada no Azure traz beneficios muito grandes para que é administrador de TI.

Já foi muito falado do OMS, originalmente chamado de System Center Advisor, depois de Log Insights (http://www.marcelosincic.com.br/post/Utilizando-o-Azure-Log-Analytics-(OMS)-e-o-SCOM-na-Mesma-Maquina.aspx e http://www.marcelosincic.com.br/post/System-Center-Advisor-Previewe28093Novidades.aspx)

Gosto muito de demonstrar as soluções de Health Check (Active Directory e SQL) e Change Log:

image

Mas muitos não entendem como é o licenciamento para se adquirir essa solução.

Quais são as possibilidades de adquirir?

Primeiro é bom lembrar os níveis básicos que um espaço de gerenciamento (como são chamados as “tenants”) podem ser:

image image
  • Free – Útil para testes pois não limita a apenas alguns dos pacotes de soluções, mas a coleta é limitada a 512kb por dia de logs e retenção de apenas 7 dias
  • Standalone – Permite coletar sem restrição de tamanho e retenção de 30 dias (pode ser customizado), não tem preço por servidor/nó e sim por storage consumido. Porem, não permite utilizar todos os pacotes de soluções, que precisam ser adquiridos em pacotes E1 ou E2
  • Standard e Premium – Permite coletar sem restrição, retenção de 365 dias e permite utilização de pacotes de soluções, dependendo do nivel escolhido
  • OMS – Este é o bundle E1 ou E2 que pode ser adquirido conforme a necessidade de pacotes, com preço por nós gerenciados e que inclui licenciamento do System Center e outros serviços

Qual dos modelos vale a pena?

Se a sua intenção é utilizar os contadores e soluções como Healthy Check e algumas analises, pode optar pelo plano Standalone onde poderá usar diversas soluções pagando apenas o tanto de log que armazenar.

Porem com o Standalone não é possivel evoluir para outras soluções, como análise de tráfego de rede e mapeamento de soluções.

Por conta dessa limitação, o ideal é ter os bundles de OMS onde poderá escolher as soluções e ainda incluir uma série de serviços e consumo já embutido, alem de todo o licenciamento System Center.

OMS pacotes E1 e E2

Sem dúvida é a melhor opção para empresas, onde você adquire serviços e pacotes com o System Center incluso (ou via add-on se já tiver) e pode utilizar outros serviços já incluidos no preço.

https://www.microsoft.com/en-us/cloud-platform/operations-management-suite-pricing

image

Como vemos na imagem acima, os bundles são compostos de pacotes de gerenciamento (imagem abaixo), serviços como Backup e Site Recovery e o licenciamento de System Center.

Isso é bem interessante quando comparamos os custos de cada um dos serviços e o que eles já incluem:

image

image

Basta comparar o custo de cada pacote de gerenciamento com o valor do E1 e E2 para notar que não vale a pena aquisição Standalone/Standard/Premium, apenas o custo do pacote de Protection/Recovery já é praticamente o valor do bundle E2.

E se eu já tenho o licenciamento de System Center ou o Windows CIS (Cloud Infrastructure Suite)?

Neste caso não precisará pagar duas vezes o System Center, pois como o E1 e E2 já incluem pode adquirir por add-on, ou seja acrescer ao pacote que já possui podendo optar por continuar renovando o licenciamento do CIS/System Center ou convertendo para OMS:

image

Pessoalmente acho bom para este caso continuar com o licenciamento do System Center/CIS, pois posso utilizar alguns nós com OMS e outros não dependendo do modelo de monitoração que desejo adotar.

Como posso estimar e comparar e decidir estes custos?

A Microsoft possui uma calculadora onde você seleciona os serviços e recebe a comparação entre os bundles OMS E1 e E2 ou aquisições standalone: http://oms-calculator-webapp.azurewebsites.net/home

image

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Marcelo de Moraes Sincic | SAM
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Software Asset Management (SAM)–Convertendo Licenciamento para Azure

Este tópico é relevante no momento em que estamos de migração para Cloud Publica em muitas empresas.

Dando continuidade a série sobre SAM, vamos pular alguns outros tópicos e dar atenção a Azure. Para ver a lista de assuntos que já abordamos acesse http://www.marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager.aspx

Atualização: Conheça o Reserved Instance no artigo http://www.marcelosincic.com.br/post/Reducao-de-Custos-com-Azure-Reserved-Instance.aspx

1 – Utilizando o Licenciamento Normal para VMs Windows (SPLA)

Ao criar maquinas virtuais no Azure já é possivel definir que o sistema operacional é Windows e pagar o licenciamento embutido como parte do serviço.

Esse modelo de licenciamento é chamado de SPLA e permite a um provedor (não existe apenas no Azure) licenciar VMs como serviços faturado ao invés do cliente comprar a licença perpétua como acontece em ambientes on-premisse.

O custo desse licenciamento é medido por comparar valores de VMs iguais com Windows e Linux em https://azure.microsoft.com/pt-br/pricing/details/virtual-machines/linux/ e https://azure.microsoft.com/pt-br/pricing/details/virtual-machines/windows/

No dia que montei esse post o valor hora de uma VM D2 v2 Linux é de U$ 0,159 e a mesma VM com Windows U$ 0,251. Ou seja uma diferença de 43% no preço da VM.

Por essa diferença de preço que temos opções de usar outras formas de licenciamento que falaremos a seguir.

2 – Utilizando AHUB (Azure Hybrid Use Benefit)

O AHUB nada mais é do que usar a sua licença já comprada em contrato com Software Assurance (SA) no Azure e assim não pagar o licenciamento SPLA.

Note porem que sua licença deve ter SA contratado, ou seja o direito de atualização e virtualização. Se não conhece o SA veja o post http://marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager-Windows-Desktop.aspx onde temos um tópico sobre isso.

No caso de usar o AHUB a diferença de preço calculada no item anterior não existe, já que o licenciamento passa a ser feito em contratação em Enterprise Agreement, MPSA ou mesmo OPEN. O tipo de contrato depende do valor e é adquirido junto a um parceiro de licenciamento Microsoft (LSP).

image

A Microsoft já disponibiliza os templates para VMs AHUB mas tambem é possivel usar PowerShell com o parametro –licencetype. No caso se usar o portal, basta criar a VM informando isso:

image

Porém é importante ressaltar que o AHUB é uma maquina Windows criada com a camada de preço do Linux e não é possivel fazer a alteração pelo portal. Ou seja, será necessário recriar a VM caso ela já exista no modelo normal.

Claro que existem formas mais fáceis:

  1. Deleta a VM, mas não delete o disco
  2. Crie uma nova VM como AHUB
  3. Anexe o disco da VM que foi deletada

3 – Utilizando CPP (Compute Pre-Purchase)

O CPP é um velho conhecido de quem usa AWS, com o nome de RI (Reserved Instance), mas com uma diferença. Veja o link a seguir, mas ele não tem muitos detalhes: https://azure.microsoft.com/pt-br/overview/azure-for-microsoft-software/faq/

Enquanto no AWS o cliente compra uma VM de determinado tipo/camada, no CPP do Azure o cliente compra horas de computação de determinado tipo/camada de VM, seguindo algumas regras:

  • Equivalem a compra de 744 horas de um deterninado tipo de VM
  • São compradas por 12 meses independente do aniversário do contrato (não tem pró-rata)
  • Não são vinculadas a uma VM especifica, funciona como um abatimento nas horas totais
  • Não podem ser utilizadas ou realocadas para outros tipos de VM como se fosse proporcional
  • É paga upfront, ou seja o valor de 12 meses

A redução de custo é significativa, mas o valor depende do tipo de contrato que o cliente possui e o nivel de desconto, em alguns casos chega a 60% para clientes EA.

Para entender o cáculo, vamos usar uma tabela simples de custo HIPOTÉTICO:

VM Quantidade Horas Total Valor Normal Comprado em CPP Pago em Commitment Economia
D2 v2 5 3200 3200 horas a U$ 0,251

U$ 803,20
3 VMs equivalente a 2.232 horas a U$0,16

U$ 357,12
Saldo de 968 horas

U$ 242,96
U$ 203,12

Mais uma vez é importante ressaltar que essas VMs não podem ser atribuidas a outro tipo, o CPP cobre por 12 meses 744 horas mensais de um deterninado tipo de VM.

Porem, alguns clientes utilizam o CPP para upgrade uma vez que a redução de custo permite com o mesmo valor já provisionado para Azure subir de 2 a 3 camadas as VMs já existentes!

4 – Utilizando CPP + AHUB

É possivel combinar o CPP com AHUB?     SIM!!!

Levando em conta que o cálculo acima do CPP foi hipotético, usamos o valor referencia de U$ 0,251 para VMs Windows no CPP com valor de U$ 0,16, ou seja uma VM com o licenciamento Windows SPLA.

Se juntar o desconto que o AHUB proporcional, você poderá comprar VMs Linux e usar o licenciamento que já possui em contrato, como exemplo o valor da mesma VM D2 v2 de U$ 0,159 Linux cairia para U$ 0,12 com Windows utilizando o licenciamento existente.

 

CONCLUSÃO

Com o CPP você pode economizar de 25 a 60% sem ter que fazer nenhum esforço, e com o AHUB você pode criar VMs muito mais em conta utilizando o contrato existente com Windows.

Claro que o CPP é muito mais atrativo, uma vez que ele não exige mudança no template da VM, mas tanto o AHUB quanto o CPP precisam ser incluidos em contratos de licenciamento.

Agora divirta-se, consulte seu parceiro de licenciamento e veja quanto poderá economizar com estas duas opções de licenças!!!

Posted: jul 18 2017, 15:48 by msincic | Comentários (2) RSS comment feed |
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Novo RoadMap e Licenciamento Windows Server 2016

Após o lançamento do Windows Server 2016 recebi diversos questionamentos sobre o futuro (roadmap) e o licenciamento do Windows para servidores.

Vamos integrar este assunto ao tópico sobre SAM em http://www.marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager.aspx 

Novo Ciclo de Vida para Windows Server

Como exemplo, o Windows 10 foi lançado no build 1511, atualizado para o 1606 e já existem outras builds disponiveis para quem é parte do programa Windows Insider.

O mesmo conceito será adotado com o Windows Server, que terá garantido 10 anos de vida útil com atualizações, porem com duas “vertentes”:

  1. Windows Server 2016 Desktop Experience (instalação pradrão) e Server Core – Nesta versão o tempo de vida será de 10 anos. Esse modelo é o mesmo do Windows 10 chamado de LTSB (Long Term Service Branch).
  2. Windows Server Nano – Nesta versão o tempo de vida é de 10 anos e as atualizações serão por build como no Windows 10. Esse modelo de atualizações é chamado de CBB (Current Branch for Business) e está em conformidade com o “Modern Lifecycle Policy”.

Referencia: https://blogs.technet.microsoft.com/windowsserver/2016/07/12/windows-server-2016-new-current-branch-for-business-servicing-option/ e https://support.microsoft.com/en-us/lifecycle/search?alpha=windows%20server%202016

Vamos entender melhor o que isso significa e como é diferente do atual modelo.

No Windows 2012 novas features sempre eram acrescentadas no R2 e Service Packs, ou seja, era necessário aguardar até dois anos para ter as novas funcionalidades do SO.

Para as instalações de Windows Server 2016 Full e Server Core as atualizações serão enviadas por pacotes cumulativos, como se fosse um Service Pack. O mais atual para Windows 10 e Windows 2016 é o Anniversary Update. Novas features serão enviadas junto com estes pacotes.

Já no Windows Server 2016 Nano as atualizações carregam novas features, ou seja um novo recurso lançado no Windows será enviado para os servidores como um pacote opcional de 3 a 4 vezes por ano. Não haverá necessidade de esperar pelo update cumulativo para ter acesso a funcionalidades novas.

Em suma, teremos um Windows atualizado por 10 anos. Se utilizar a versão Full precisará aguardar os updates anuais cumulativos para ter acesso a novas funcionalidades. Se usar a versão Nano poderá ter acesso muito rápido quando novas funcionalidades ficarem disponiveis.

Licenciamento

Já conhecido no SQL Server 2012 o licenciamento por CORE se torna o padrão para o Windows Server.

A mudança tem um motivo muito simples, o numero de processadores (sockets) em um servidor low e medium profile (por exemplo Xeon E3 e E4) passaram a dimunir e o numero de CORE (empilhamento) aumentar com o aumento da miniaturização dos componentes.

Em tempos passados era comum uma maquina de 4 Sockets (processores) cada um com 4 ou 8 CORE. Hoje é muito mais comum máquinas de 2 Sockets e 48 CORE. Por exemplo, o Xeon E5-2650 tem 10 CORE e o E7-8890 tem 24 CORE.

Baseado nisso, os fabricantes estão mudando a cobrança de SOCKET para CORE e impondo um minimo de CORE para cada servidor.

Para entendermos melhor como se licenciava antes um servidor e como ficará agora, levando em conta que cada licença é comprada para 2 Processadores ou para 2 CORE:

SO Processadores COREs Total Tipo de Licença Licenças Necessárias
W2012R2 1 2 PROC 1 licença de 2 Socket(Proc)
W2012R2 1 10 PROC 1 licença de 2 Socket(Proc)
W2012R2 2 8 PROC 1 licença de 2 Socket(Proc)
W2012R2 3 24 PROC 2 licenças de 2 Socket(Proc)
W2016 1 2 CORE 8 licenças de 2 CORE (minimo)
W2016 1 10 CORE 8 licenças de 2 CORE (minimo)
W2016 2 8 CORE 8 licenças de 2 CORE (minimo)
W2016 3 24 CORE 12 licenças de 2 CORE

Ou seja, todos os servidores fisicos que você possua precisarão ser licenciados para no minimo 16 CORE mesmo que ele só tenha 4 CORE (Xeon E2).

Mas não se assuste, o valor que hoje se pagava por uma licença de 2 Processadores é equivalente ao pago pelas 8 licenças de 2 CORE. Ou seja, financeiramente para servidores comuns não haverá diferença.

E como ficam as licenças que já possuo por Processador?

Essa é a pergunta mais comum e a resposta é simples: Para cada licença atual de 2 Processadores/Socket (Lic2Proc) a Microsoft irá automaticamente converter e considerar como 8 licenças CORE (Lic2CORE).

Mas e se eu tenho atualmente um servidor com 2 Processadores e 24 CORE, terei que comprar 8 CORE (2 licenças Lic2CORE) adicional?

Neste caso é importante que você execute um SAM (Software Asset Management) antes de renovar seu contrato ou imediatamente antes de trocar seu servidor para documentar que havia essa situação.

Uma vez com o SAM arquivado e documentado, você poderá contar com as 24 licenças de CORE em outro servidor, mas exige uma atenção:

  1. Possuo atualmente um servidor de 24 CORE e comprei outro de 36 CORE: Precisará comprar 6 licenças (Lic2CORE) para complementar
  2. Comprei dois servidores de 12 CORE: Você não poderá “quebrar” as 12 licenças convertidas, pois elas são para um servidor e não licenças independentes

CONCLUSÃO

Execute um SAM imediatamente para documentar a situação dos seus servidores atuais.

Lembre-se que só precisará pagar se não documentar!!!!

Para leitura adicional e exemplos de conversão, baixe o documento de licenciamento: https://www.microsoft.com/en-us/licensing/product-licensing/windows-server-2016.aspx#tab=2

Posted: dez 26 2016, 17:41 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
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Software Asset Management (SAM) com System Center Configuration Manager–Windows Desktop e Office (Part V)

Neste quinto artigo sobre como utilizar o SCCM para falar de SAM (Software Asset Management) vamos iniciar a leitura de relatórios envolvendo os dados de Windows desktops (client) e Office.

Para lembrar da nossa pauta e a agenda dos itens, use o link de introdução: http://www.marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager.aspx

Introdução

O licenciamento que envolve o Windows cliente e o Office não são difíceis de serem interpretados. Basicamente o cálculo é feito por somar as versões e edições instaladas e comparar com o licenciamento que a corporação possui.

No caso de licenciamento para clientes é mais importante entendermos os diferentes tipos de licenciamento para os produtos envolvidos, para não cair nas “pegadinhas”.

 

Windows

OEM

O licenciamento do Windows normalmente não é comprado em contrato, pois a maioria compram os computadores com a licença de OEM. A maior dificuldade em caso de uma auditoria ou a gestão de ativos de software para OEM é o fato de ter que manter todas as notas fiscais. E se a licença for FPP (caixinha) é necessário ter colado a etiqueta na maquina (COA) e guardar a caixinha enquanto aquela maquina estiver com o SO comprado.

Referencia: http://windows.microsoft.com/pt-br/windows/genuine/business#T1=tab01 

E quando o cliente não possui as notas fiscais ou a caixinha? 

Neste caso é necessário pagar o licenciamento GGS, GGK ou GGWA (regularização) para cada máquinas que não tenha a nota fiscal. O valor da licença de regularização é muito similar a uma licença FPP mas tem possibilidade de contrato por volume facilitando o controle já que não precisa ter a etiqueta colada na maquina.

Também é possível comprar o licenciamento do Windows por meio de contratos, por exemplo no EA (Enterprise Agreement), EAS (Enterprise Agreement Subscription), MPSA (Microsoft Products and Services Agreement) ou em licenciamento online de Office 365 com o ECS (Enterprise Cloud Suite).

Observação: Em futuros artigos iremos abordar os diferentes tipos de contratos https://www.microsoft.com/en-us/Licensing/licensing-programs/enterprise.aspx

Nos casos de contrato EA, EAS e MPSA o licenciamento pode ser os de regularização já citados ou utilizar um bundle de licenciamento chamado ProDesk que incluir Windows, Office e CoreCal a um valor menor quando comprados separadamente.

Windows Enterprise e VDA

No caso de licenciamento e o ProDesk pode-se adquirir o Windows Enterprise que possui algumas características importantes, por exemplo o MDOP que é um conjunto de ferramentas (App-V, MBAM - Bitlocker Manager, AGPM) que são garantidos pelo SA (Software Assurance).

O VDA (Virtual Desktop) são as maquinas virtuais que existem no ambiente. Não podemos pegar o licenciamento de maquinas cliente e alocar para uma VM, exceto no caso de Windows Enterprise. Nos outros casos é necessário comprar uma licença VDA para cada VM de Windows Client que for inventariada.

Referencia do Enterprise com SA: https://www.microsoft.com/en-us/Licensing/licensing-programs/software-assurance-by-product.aspx#tab=2

Upgrade para Windows 10 (29/Julho/2016)

O Upgrade para Windows 10 pode ser feito até 29/Julho em qualquer uma das modalidades de compra, principalmente OEM. Os clientes pode fazer o upgrade e continuar licenciado.

Qual a diferença de alguém que fizer o upgrade após a data programada?

A ativação automática do Windows 10 só é possível com chaves licenciadas e OEM até esta data. Caso não faça o upgrade no prazo, as maquinas não conseguiram ativar e será necessário comprar uma nova licença ou retornar a anterior.

Direito de Downgrade

A página https://www.microsoft.com/pt-br/licensing/learn-more/brief-downgrade-rights.aspx traz o link para download de detalhes dos direitos de downgrade do SO:

image

 

Microsoft Office

Assim como Windows o Office pode ser comprado em OEM, FPP, Get Genuine (GG) e contratos de volume, valendo as mesmas regras anteriores.

Para não cair na repetição, vamos abordar o que temos de diferente em relação do Windows Client.

Direitos de Downgrade

O mesmo documento já especificado no Windows determina o direito de downgrade para o Office:

image

O direito de downgrade vale apenas para a versão e não para a edição, ou seja posso utilizar o Office 2010 Standard se tenho a versão 2013 Standard, mas não posso comprar a Professional e utilizar a Standard.

Office 365 Online

As diversas edições do Office 365 online não servem para licenciar as versões instaladas nos desktops.

É importante que no caso de clientes que possuem licenças de Office para legalizar e compraram o Office 365 ProPlus (separado ou como parte do ECS, E3 ou E5) que sejam desinstaladas as versões full.

O motivo é que as versões full de Office são ativadas com uma chave serial e são perpetuas, enquanto as versões Office 365 são validadas com a conta do usuário Microsoft ID e quando a assinatura expirar param de funcionar como seria o correto. No caso de clientes que tentaram comprar a versão online e estão utilizando a full, não ocorrerá a expiração e por isso é necessário o upgrade.

 

Licenciamento por Device ou User

O Office e Windows permitem os dois tipos de licenciamento, sendo o mais correto definido pelo perfil de uso.

No caso da maioria dos clientes utilizamos Device já que contamos as maquinas e atribuímos uma licença para cada computador. Porem, no caso de ambiente com Office 365 o licenciamento é por usuário e precisa-se entender a diferença e como contar.

Para licenciamento por usuário precisamos contar quantos usuários no AD não são administrativos ou maquinas e comprar o licenciamento.

O licenciamento por usuário tem vantagem no caso do ambiente em que um mesmo usuário utiliza dispositivos móveis para acessar a sua conta de correio, já que inclui até 5 dispositivos para cada usuário.

O licenciamento por dispositivo tem a vantagem de não ser necessário controlar usuários e podermos ter maquinas compartilhadas, já que na grande parte dos ambiente existem mais usuários que máquinas.

Manter ambientes com os dois tipos de licenciamento (Device e User) é possível mas complexo de controlar. Precisa-se neste caso contar e ter controlado qual maquina tem a licença de dispositivo e os usuários que estão utilizando licença por usuário.

Para saber quantas licenças de usuário teriam que ser compradas caso este seja o volume esperado, pode-se usar o relatório do Asset Intelligence que vimos nos artigos anteriores, principalmente os que indicam maquinas compartilhadas (Shared Computer) e o que indica o usuário primário para cada computador.

 

Conclusão

O licenciamento de Windows e Office não são tão complexos, mas exigem atenção pelo volume, principalmente o Office Professional que tem um custo elevado.

Referencia Geral: https://www.microsoft.com/en-us/Licensing/product-licensing/windows10.aspx

Posted: jun 05 2016, 18:45 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
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Software Asset Management (SAM) com System Center Configuration Manager–Software Metering (Parte IV)

Neste quarto artigo sobre como utilizar o SCCM para falar de SAM (Software Asset Management) vamos falar sobre o Asset Software Metering (métricas de software).

Para lembrar da nossa pauta e a agenda dos itens, use o link de introdução: http://www.marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager.aspx

Introdução do Software Metering

Quando precisamos gerir uso de software é importante controlar quem precisa e realmente usa um determinado ativo de software. Muitas vezes nos deparamos com a situação de usuários que pedem e instalam diversos softwares, ou até colocamos isso em imagens, e a empresa passa a pagar a conta por algo que nunca foi usado.

Anteriormente até a versão 2007 R3 era possível indicar quantas execuções simultâneas podiam ser executadas de um software, porem este tipo de licenciamento não existe mais. Nas regras de licenciamento atual conta-se a instalação de um software e não a execução dele. Empresas que ainda utilizam o método de execução simultânea utilizam logs no servidor ou então keylocks específicos.

Um bom exemplo da necessidade do Metering são produtos como Access, Visio e Project. Muitas instalações de Visio e Project foram feitas para uma única ocasião que o usuário precisou e lá ficou consumindo licença e consequentemente dinheiro.

O caso do Access é a diferença entre o Office Standard e o Office Professional, que em valores são muito diferentes (Professional chega a ser mais que o dobro de preço do Standard) mas em funcionalidade a principal diferença é Access e Skype For Business full. Poucos usuários realmente usam o Access, a maioria poderia usar apenas o engine de Runtime. No caso do SfB pode-se usar a versão Basic que só não funciona para VoIP ou conferencia multi-ponto, que são recursos pouco usados no dia a dia da maioria dos usuários.

Habilitando a Função

Software Metering não é uma role de servidor e sim uma feature que é controlada pelo Management Point. O funcionamento básico do Metering pode ser descrito como:

  1. Habilita-se a regra de Metering nas configurações de agentes
  2. Criamos ou habilitamos quais softwares inventariados serão medidos
  3. O agente recebe as regras de metering e passam a controlar o uso dos softwares indicados
  4. Periodicamente estes dados são enviados ao Management Point que irá consolidar

Para habilitar a regra, basta ir em Administration –> Client Settings e alterar a regra default ou criar uma especifica:

capture20160525162016091

No exemplo acima habilitei o Metering e indiquei que os agentes irão reportar a cada 7 dias. Esse tempo é importante dentro de seu cronograma de gestão de ativos, se você controla ativos mensalmente pode aumentar o período para quinzenal, mas é importante lembrar que se o período de coleta for alto poderá ter dados atrasados.

Por exemplo, se o período de coleta for de 20 dias e um determinado agente fez o report dos dados no dia 14, ele só irá reportar novamente no dia 4 do mês seguinte. Se seus relatórios são gerados no primeiro dia do mês, ele estará com dados incompletos para este agente do exemplo. Portanto, em geral escolha o período de 7 ou 5 dias.

Depois de habilitado a regra do agente podemos indicar no servidor qual o período de retenção dos dados e se desejamos que a lista de software seja copulada automaticamente:

capture20160525162851101

Note que é possível indicar que um software só apareça automaticamente na lista se estiver em mais de 10% dos computadores, para evitar que a lista fique tão grande com qualquer executável que exista nas maquinas. Também note que podemos definir um limite e após este (no exemplo 100 softwares) não irá mais ser criada a regra para novos softwares.

Definindo os Softwares que serão medidos

O Metering se aproveita do inventário de software para gerar uma lista, trazendo todos como desabilitados:

capture20160525162459512

A forma mais fácil de trabalhar o Metering é habilitando para os softwares desejados, porem isso tem como inconveniente a versão do arquivo (File Version) pois o inventário gera as regras por versão.

capture20160525162513716

Isso pode ser útil para empresas que possuem diversas licenças de softwares em edições diferentes, por exemplo o Visio 2010, 2013 e 2016. Nestes casos é possível saber quem utiliza o Visio na versão especifica.

Porem, na maioria dos casos isso é irrelevante. Não controlamos quem usa cada versão, pois a quase totalidade dos softwares não permitem edições diferentes na mesma maquina.

Sendo assim, é possível alterar os dados ou criar regras novas usando coringas como “*” para indicar que qualquer versão, idioma ou nome vale para a regra. Por exemplo, podemos alterar a regra de versão acima do VMConnect.exe para “*” ou “6.*” e assim aumentar o range de medição ao invés de criar uma regra para cada versão.

Além disso, é possível criar suas próprias regras como o exemplo abaixo:

capture20160525162739514

Neste caso estamos medindo o uso do Word em qualquer idioma e versão de Office.

Relatórios do Software Metering

Existem atualmente 13 relatórios para o Metering:

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Alguns são muito interessantes e merecem destaque.

O primeiro deles é o “Total Usage for all metered software programs” que fornece dados resumidos de todos os softwares com regra habilitada, separando por uso local ou pelo Remote Desktop:

capture20160525172802568

Como o licenciamento de TS/RDS é diferente de licenciamento local, estes dados são muito importantes para gerar um licenciamento otimizado para a empresa.

Outro relatório que parece não ter muita valia mas serve para propósitos administrativos é “Time of day usage summary for a specific metered software program" pois fornece uma visão de demanda:

capture20160525172938666

Por exemplo, essa informação pode ser útil para medir performance de rede relativa para aplicações cliente servidor como SAP, TOTVS ou outros que sofrem picos de uso durante o dia.

Outros relatórios também fornecem dados interessantes:

  • Computers that have a metered program installed but not run in time – Permite ver computadores que tem, por exemplo Project e não o usam durante o mês inteiro
  • Computers that run a specified metered software program – É o inverso do anterior, demonstrando quem utilizou o programa durante o mês
  • Total usage trend analysis for a specific metered software program – Este relatório detalha o anterior, pois mostra quantas vezes um determinado software foi usado e por quanto tempo. Este relatório permitirá identificar alguém que usou um software e ficou com ele aberto por 10 segundos, indicando que na verdade abriu por engano.

Conclusão

O Software Metering não é uma parte do SAM, pois não representa dados de licenciamento como faz o Asset Intelligence.

Porem, o Software Metering é essencial para reduzir e otimizar o licenciamento que as empresas pagam, por permitir saber quem realmente usa um determinado software para trabalho.

Posted: mai 26 2016, 15:27 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
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Software Asset Management (SAM) com System Center Configuration Manager–Asset Intelligence (Parte III)

Neste terceiro artigo sobre como utilizar o SCCM para falar de SAM (Software Asset Management) vamos falar sobre o Asset Intelligence (AI) ou Ativos Inteligentes.

A diferença entre inventário e controle/gestão de ativos é a inteligência sobre os dados coletados, o que é feito pelo Asset Intelligence no System Center Configuration Manager.

Para lembrar da nossa pauta e a agenda dos itens, use o link de introdução: http://www.marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager.aspx

Ativando a Role (Feature)

Para ativar o AI é necessário ativar a role em um dos servidores do Site System, neste caso utilizo o meu servidor primário:

image

A configuração da role AI é muito simples, apenas se habilita e define o agendamento:

capture20160516123143567               capture20160516123150983

Configurando a Feature

A configuração da role AI é tão simples quanto foi a ativação, na prática basta usar o botão “Enable or Disable Asset Intelligence Syncronization Point”.

capture20160516123257659

Essa sincronização é necessária para montar a tabela de produtos, categorias e requisitos de produtos. Como pode ser visto no menu acima, o AI trabalha com essas informações para montar dados de inventários inteligentes indicando os computadores que estão com softwares não adequados e mesmo para montar a lista de licenciamento dos produtos Microsoft.

O resultado da sincronização é demonstrado no quadro abaixo:

capture20160516123319883

Veja que 31 dos softwares instalados no meu ambiente inventariado foram identificados, outros 51 não estão no cadastro da Microsoft, e podem ser vistos clicando-se no numero 51:

capture20160516123414410

Pode-se notar que neste caso a maioria dos softwares são Microsoft, mas não estão identificados pois como pode ser visto na primeira tela do AI, ele não sincronizou nos ultimos 6 meses  Smiley piscando

Podemos manualmente identificar os itens clicando em propriedades e inserindo os dados como categorias e familias de software. Esse dado não é essencial para licenciamento ou inventário, mas essencial para gestão de ativos uma vez que categorizar e dividir em familias é parte dos relatórios sintéticos apresentados.

Note tambem que temos a possibilidade de usar Label 1-3 para customizar relatórios desejados com produtos ou outra informação que seja importante na sua organização.

Por fim no menu temos a opção Hardware Requeriments que obviamente identifica os requisitos que um software precisa. Também é util quando desejamos executar relatórios para gestão de ativos de hardware, priorizando computadores que estão aquem da necessidade dos softwares nele instalados:

capture20160516123449525

Por fim, no menu Catalog podemos incluir as categorias, familias e labels customizados. É importante manter essa tabela alinhada com suas necessidades de relatórios, mas não é essencial ao funcionamento ou a prática de gestão de ativos:

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Importação de Licenças

A importação de licenças é feita para criar os relatórios de gestão e licenciamento. Para isso clique no botão Import Software Licenses:

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Onde esse arquivo pode ser encontrado ou criado?

Para clientes corporativos é possivel usar o site VLSC que lista todas as compras de softwares realizadas, e tem a opção de importar para XML. Basta pegar o arquivo gerado e importar para dentro do SCCM.

Se for montar este arquivo manualmente, pode-se utilizar o modelo disponivel em https://technet.microsoft.com/en-us/library/hh427341.aspx. Basicamente criamos uma planilha em Excel e exportamos para CSV.

A dificuldade neste caso é criar o arquivo com os nomes exatos de softwares, fabricantes e informações de versão e edição. Mas uma vez criado o arquivo, a manutenção é muito simples.

Relatórios de Hardware

Os relatórios do AI ficam na categoria própria e podem ser visualizados pelo Filter como demonstrado na lista de relatórios abaixo:

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Os primeiros relatórios são os de Hardware onde o AI utiliza dados coletados para gerar relatórios com diferenças significativas dos relatórios de inventário normal.

Destaque para alguns relatórios:

  • 03A Primary computer users – O AI identifica qual o principal computador de cada usuário, isso é baseado em quem utiliza o computador por mais de 66% do tempo
  • 04A Computers with multiple users – Em computadores onde não existem um usuário que fica logado por mais de 66%, isso é indicação de um computador compartilhado por vários usuários
  • 10A Computers in … have changed memory – Lista de computadores que tiveram alterações de memória, que é a comparação entre diferentes inventários de hardware e identifica a mudança
  • 10B Changes on a specified computer… – Lista o que foi alterado em um determinado periodo de tempo em um computador selecionado, o que é util para identificar mudanças em um computador de referencia ou estratégico

Importante: Para funcionarem os relatórios 03A e 04A é importante que o Log de segurança do Windows esteja habilitado: https://technet.microsoft.com/en-us/library/gg712322.aspx#BKMK_EnableSuccessLogonEvents

Relatórios de Software

A segunda parte dos relatórios são os de software:

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Alguns relatórios são mais importantes de software, apesar de todos serem especialmente necessários:

  • 04A/B/C Autorun – São relatórios que permitem ao administrador visualizar os softwares que estão em auto-execução nos computadores, o que é importante em um grande ambiente
  • 07A/B/C Recently used executable by Computers – São relatórios interessantes para a gestão de ativos, mas normalmente usamos os relatórios de Software Metering, que é um requisito para funcionarem
  • 08A/B/C Recently used executable by Users – São relatórios como os da série 07, mas baseado no numero de usuários
  • 09A/B Infrequently used software – Esse relatório é o mais importante desta categoria, pois dele é que decidimos onde desinstalar um software com licenças insuficientes ou decidir a compra de um software. Por exemplo Viso, Project e principalmente Visual Studio tem alto custo e saber onde não são usados é uma economia significativa

Importante: Para os relatórios de software do AI funcionarem é necessário que esteja habilitado o Software Metering https://technet.microsoft.com/en-us/library/gg712306.aspx

Relatórios de Licenciamento

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Estes relatórios são os que importam nessa série.

Podemos destacar os mais importantes:

  • 01A/B/C/D Microsoft VL ledger – São relatórios que nos permite visualizar o resumo do licenciamento que foi importado, principalmente quando o arquivo foi importado do VLSC estes relatório nos darão a visão do licenciamento total
  • 02A/B/C Nearing expiration – São relatórios uteis quando os softwares tem data de expiração, o que pode acontecer com Office 365 e outros produtos comprados em contrato EAS que anualmente precisam ser renovados
  • 06A/B Per-Processos licensed – Estes relatórios são essenciais para o licenciamento de SQL Server e Windows Server que possuem o licenciamento por processador (Windows) ou Core (SQL Server). No caso do SQL o licenciamento também pode ser no modelo Server+CAL e isso só pode ser controlado manualmente
  • 14B – List of MS SW…not found – Util para validar produtos que não estão em uso e podem ser substitutos de outros que estão com licenciamento estourado, por exemplo trocar a versão do Office Professional pelo Standard
  • 14A e 15A Reconciliation – São os mais importantes, os que resumem o licenciamento

Abaixo estão os mais importantes. O primeiro identificando as compras e o canal (a legenda fica na ultima página), lista dos produtos inventariados que precisam de licença que é util para criar o arquivo de licenças manual junto com o terceiro onde vemos os produtos que não foram encontrados no arquivo de licenças:

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Por fim, o mais importante deles é o relatório de conciliação. Como pode ser visto, boa parte do trabalho manual já é realizada pelo SCCM:

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Posted: mai 18 2016, 03:26 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
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