MVP: System Center Cloud and Datacenter Management, MCT, MCSE, MCITP, MCPD, MCDBA
MVP Logo

Últimos posts

Categorias

Tags

Utilizando Fitas (Tape Drives) no DPM 2010–Parte III

Neste terceiro post iremos tratar de como trabalhar com as politicas de backup “long-term” para ajudar a escolher a mais apropriada para sua necessidade.

Como abordado no primeiro post é necessário escolher algumas opções ao criar o grupo de proteção e utilizar a opção “Long-term”.

Backup Tape

A primeira opção Retention range indica qual o tempo de retenção ou expiração do backup. Esta opção é importante ao ser planejada pois se este tempo for alto indica o numero de fitas que precisam ser utilizadas, já que como abordado na parte II a fita só pode ser reutilizada quando este periodo terminar.

A opção Frequency of backup e Backup schedule obviamente indicam quando o backup será executado na janela de retenção.

Quantas fitas (tapes) são necessárias?

Utilizando o backup acima como exemplo, precisariamos de 6 fitas. O motivo é que o backup é diario realizado de segunda a sexta (sabado e domingo está como excluido) o que formaria um conjunto de 5 fitas. A 6ª fita é a de arquivamento, já que o rodizio das fitas só seria possivel ao completar uma semana.

Ou seja, sempre serão necessárias uma fita a mais do que o periodo indicado para ser possivel realizar o rodizio.

Utilizando o Co-location não diminuo o numero de fitas?

Sim e muito, principalmente se os grupos de proteção forem menores que 400/800GB da fita LTO-3, por exemplo, já que diversos backups poderão estar contidos em uma unica fita.

O problema do co-location é o fato do gerenciamento ser manual. No exemplo da pergunta anterior poderá existir uma rotina de backup onde o operador em um horário determinado irá trocar a fita.

Quanto o co-location está ligado é necessário ficar manualmente olhando o quanto da fita está livre para fazer a troca, alem do co-location acabar misturando backups de grupos de proteção diferentes na mesma fita, o que torna mais complexo o arquivamente em cofre ou outra forma persistente.

Exemplos com politica de renteção em cofre

Vamos fazer um exemplo de uma empresa com 3 grupos de proteção, o que é comum. Levaremos em conta que o arquivamento mensal será permanente:

  • Grupo 1 – File Server com backup diário (seg-sex), retenção semanal e arquivamento mensal
  • Grupo 2 – Exchange com backup diário (todos os dias), retenção semanal e arquivamento semanal/mensal
  • Grupo 3 – SQL Server com backup diário (todos os dias), retenção semanal e arquivamento semanal/mensal

Para o grupo 1 precisariamos anualmente de 12 fitas permanentes mais 6 rotativas:

  • 5 fitas para os backups diários
  • 1 fita para fechar o ciclo semanal
  • 12 fitas para os backups mensais que são o ultimo semanal do mês, que será arquivada

Como o grupo 2 e 3 são similares seriam necessárias anualmente 56 fitas permanentes e 7 rotativas que ao longo do

  • 7 fitas para os backups diários
  • A ultima fita de backup diário na semana será a fita semanal, portanto 4 fitas por mês que serão arquivadas
  • A fita de backup mensal é a última fita do semanal, que será será arquivada

Se o mesmo grupo 2 e 3 não exijam que o backup das semanas anteriores sejam guardados ao terminar o mensal teriamos a redução de 3 fitas ao mes o que somaria 12 fitas permanentes, 3 rotativas semanais e 7 rotativas diárias:

  • 7 fitas para os backups diários
  • A ultima fita de backup diário na semana será a fita semanal, portanto 4 fitas por mês que serão arquivadas
  • A fita de backup mensal é a última fita do semanal, que será será arquivada dispensando as 3 anteriores para rodizio

Conclusão

Espero ter esclarecido as principais dúvidas sobre backup em fitas com o DPM e fiquem a vontade para comentar ou enviar perguntas e sugestões.

 

Parte I – Criando grupos de proteção incluindo tapes Utilizando Fitas (Tape Drive) no DPM 2010–Parte I

Parte II – Gerenciando tapes http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/Utilizando-Fitas-(Tape-Drives)-no-DPM-2010e28093Parte-II.aspx

Posted: jul 21 2011, 04:42 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
  • Currently 0/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Utilizando Fitas (Tape Drives) no DPM 2010–Parte II

Neste segundo post iremos tratar de como trabalhar com o tape drive e administrar as fitas no DPM 2010. No primeiro post abordamos a parte funcionar (Utilizando Fitas (Tape Drive) no DPM 2010–Parte I).

O gerenciamento de fitas no DPM é relativamente simples, mas importante para as atividades, principalmente quando falamos de robos com co-location habilitado.

Inicialmente, na imagem abaixo vemos um robo de fitas, a TL2000 da Dell que utiliza o drive 3573 da IBM.

Note que temos uma unidade de fita e um carrosel de 24 slots (o primeiro está carregado no drive) e cada fita tem um barcode e label indicando sua utilização.

Tape Drive

  • Status – Obviamente indica se a fita está livre ou disponivel. É importante que este campo só mostra se a fita está vazia, disponivel para uso ou danificada, porem o estado disponivel (Tape available) não indica que a fita está livre ou vazia, apenas que a fita não está com problemas
  • Tape Label – O DPM utiliza este campo para indicar o que está dentro da fita, no caso utilizando o nome do grupo de proteção mais um código sequencial como indicativo visual para o administrador de backup. O estado Free obviamente indica que a fita não contem dados ou que estes já expiraram, conforme a politica de renteção long-term do grupo de proteção
  • Barcode – Indicador unico de cada fita, o barcode lhe permite identificar a fita, mas não permite fidelizá-la, o que é uma limitação do DPM que muitos criticam, porem é importante notar que o próprio DPM gerencia isto automaticamente, principalmente em robos
  • Offisite Ready – Indica que a fita está com o backup. Nos casos em que o co-location estiver habilitado e existe o robo este dado pode não ficar disponivel por deixar a fita a espera de outros backups, porem nos casos de tape drives sem robo este dado indicaria que aquela fita já foi usada para o backup e que deve ser tirada, e quando o co-location estiver habilitado que a fita já está cheia e não é possivel continuar a utilizá-la

    O que é o Co-location?

    Esta opção permite ao DPM utilizar melhro as fitas por combinar backups. Por exemplo, uma fita LTO-3 pode ser de 800GB e o backup dos dados utilizar apenas 200GB, assim o restante da fita acomodaria outros conjuntos de backup e otimizariamos a necessidade de mais fitas.

    Para ativar abra o DPM Management Shell e utilize o comando:

    Set-DPMGlobalProperty –DPMServerName <Servidor> -OptimizeTapeUsage $True

    Quando usar o Co-location?

    Nos casos de não haver robo, apenas a unidade de fita, esta opção irá ajudá-lo por permitir que uma mesma fita contenha multiplos backup.

    Por outro o lado o co-location pode atrapalhar quando um dos backup não estiver expirado e a fita ficar cheia. Por exemplo, imagine que a mesma fita arquivou backup do servidor de arquivos e do SQL Server por 3 ciclos de retenção (1 mês com backups a cada 7 dias). Esta fita encheu e como os dois primeiros backups estão expirados mas o ultimo ciclo não, a fita não fica livre e não pode ser reutilizada até que o terceiro expire.

    Por outro lado, se você possui o robo este utilizará a fita até o final com vários conjuntos de backups e passará para a próxima fita ao final.

    Operações com Fitas

    O menu abaixo mostra as opções que podem ser utilizadas com as fitas:

    Options Tape

    • Inventory Library –Esta opção faz a leitura de todas as fitas no carrousel ou a fita que está no drive caso seja unico. Em casos em que uma fita aparece nos alertas como “suspect” ou “unreadable” esta opção resolve o problema por reinventaria todas as fitas
    • Rescan e Refresh – Utilizadas para o DPM reconhecer novas unidades de fita (tape drives)
    • Clean Drive – Pede a fita de limpeza do drive
    • Remove e Add Tape (I/E port) – Abrem a porta do tape para retirada ou colocar novos tapes
    • View Tape Contents – Retorna o catalogo da fita, com os backups que ela contem e a data de expiração
    • Erase Tape – Deleta os dados de uma fita, util quando ela ainda contem dados que não expiraram
    • Mark as Cleaning Tape e Unmark Tape as Free – Estas opções indicam que a fita está livre ou não, sendo que neste ultimo caso é util para quando se deseja guardar permanentemente o backup

    Com este segundo post vimos como administrar as fitas, no terceiro e ultimo veremos como criar as politicas de backup.

  • Leia a parte I – Criando grupos de proteção com uso de tapes Utilizando Fitas (Tape Drive) no DPM 2010–Parte I

    Leia a parte III – Criando sua politica de backups tapes http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/Utilizando-Fitas-(Tape-Drives)-no-DPM-2010e28093Parte-III.aspx

    Posted: jul 16 2011, 02:01 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
    • Currently 0/5 Stars.
    • 1
    • 2
    • 3
    • 4
    • 5

    Utilizando Fitas (Tape Drive) no DPM 2010–Parte I

    Uma duvida muito comum que me recebo é como utilizar tapes no DPM (System Center Data Protection Manager), já que os videos que publiquei no final de 2009 (http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/Serie-Technet-VideoCast-System-Center-Data-Protection-Manager.aspx) não abordei o assunto por estar utilizando VMs e não tinha um tape drive.

    Obviamente que será necessário utilizar um modelo compativel (http://technet.microsoft.com/en-us/systemcenter/dm/cc678583), e no meu caso estou com a Dell TL4000 que possui robo e dois drives.

    Irei dividir em 3 posts, este primeiro em como utilizar o backup em fitas, o segundo sobre operação com as fitas e como gerenciar e o terceiro post sobre politicas de backup apropriadas.

    Parte I – Utilizando backups em fita

    No DPM temos o backup “short-term” que é realizado em disco e o backup “long-term” que é em fitas.

    Para habilitar é necessário primeiro que o DPM reconheça a unidade, como mostrado na imagem abaixo:

    Tape Drive

    Note que no exemplo acima estamos tratando de um robo de fitas com capacidade para 23 LTOs 3 ou 4 no carrousel.

    Após reconhecer a unidade no grupo de proteção já irá habilitar a opção de backups em fitas, como abaixo:

    Tipos de Backup

    Ao escolher que deseja fazer o backup “long-term” terá as próximas duas telas, a primeira abaixo mostra o periodo de retenção do backup em fita, sua frequencia e o agendamento do backup.

    Backup Tape

    Por fim, escolha em qual dos drives (quando multiplos) deseja que o backup seja feito e se deseja criptografar e comprimir, lembrando que não é possivel combinar os dois métodos:

    Escolha do Tape

    Finalizo aqui a parte 1 desta série e em breve publicarei a parte 2 e 3 atualizando este post com os seguintes.

    Veja a parte II – Gerenciando fitas http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/Utilizando-Fitas-(Tape-Drives)-no-DPM-2010e28093Parte-II.aspx

    Vaje a parte III – Criando sua politica de backup http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/Utilizando-Fitas-(Tape-Drives)-no-DPM-2010e28093Parte-III.aspx

    Posted: jul 14 2011, 00:02 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
    • Currently 0/5 Stars.
    • 1
    • 2
    • 3
    • 4
    • 5

    Centro de Treinamento TechNet–System Center Configuration Manager 2007 SP2 e R3

    Foi muito bom ter recebido hoje a noticia da publicação de mais um Centro de Treinamento TechNet que pude participar.

    Na semana passada foi publicado o Centro de Treinamento MSDN sobre desenvolvimento de aplicações com WPF (Novo Centro de Treinamento no MSDN–WPF 4.0)

    Eu esperava ansioso pela publicação desta nova trilha de aprendizado para os profissionais de TI que tive o privilégio de organizar e participar na gravação dos videos, e os profissionaios mais um vez vão poder usufruir do trabalho de 3 MVPs: Eu, Raphael Perez (dotnetwork.com.br) e o Igor Humberto (Só Bits na Mente).

    Foi um trabalho demorado, já que foi necessário usar várias VMs, preparar PPTs e montar demos, mas ficou muito bom, pois alem dos videos linkamos os tópicos da biblioteca técnica do TechNet correspondente.

    Segue o link http://technet.microsoft.com/pt-br/hh264602

    ee402630_CentroDeTreinamento2

    System Center Configuration Manager 2007 SP2 e R3

    Nesta trilha você aprenderá sobre a importância de um ambiente com gerenciamento centralizado. Veremos como o SCCM 2007 poderá ajuda-lo a distribuir software, realizar inventários, gerir conformidades, suporte remoto, economizar energia, relatórios gerenciais do parque de máquinas e outras importantes funções.


    Gerenciando ambiente, Instalação e Configuração inicial do ambiente

    Iniciaremos com um briefing sobre gerenciamento de ambientes e como o SCCM 2007 cumpre esta tarefa. Passaremos para a instalação, pré-requisitos e configuração inicial para o ambiente com SCCM 2007 em uma rede


    Breve visão de gerenciamento


    Instalação e pré-requisitos do SCCM 2007 SP2 e R3


    Configuração inicial do ambiente da rede para o SCCM


    Configurando sites secundários


    Pré-requisitos e instalação (inglês)


    Configurando sites para boa performance (inglês)


    Novidades do System Center Configuration Manager 2007 SP2 e R3


    Configurando boundaries e papeis do SCCM 2007 (inglês)


    Instalação dos clientes e Inventários

    Neste tópico saberemos como é realizado o descobrimento e a instalação dos agentes do SCCM. Também abordaremos como configurar, realizar e utilizar os inventários de software e hardware.


    Configurando o servidor para descobrir e instalar clientes


    Configurando os agentes de inventário


    Utilizando os inventários e gerando relatórios


    Instalando clientes (inglês)


    Configurando a descoberta de clientes (inglês)


    Configuração e uso de inventários (inglês)


    Distribuição de Software, Updates e Sistema Operacional

    Um dos principais recursos do SCCM é sua capacidade de controlar o envio, instalação e controle de softwares. Veremos como integrar o SCCM ao WSUS para distribuição centralizada e controlada dos updates.


    Configurando os servidores e agentes para distribuição de software


    Criando pacotes, programas e anúncios de software


    Integrando o WSUS com o SCCM e distribuindo updates


    Integrando SCUP com o WSUS para distribuir updates para softwares não-Microsoft


    Configurando o SCCM para distribuir imagens de Sistema Operacional


    Utilizando o SCCM para distribuir Sistema Operacional


    Distribuição de software com o SCCM 2007 (inglês)


    Distribuição de updates com o SCCM 2007 (inglês)


    Distribuição de SO com o SCCM 2007 (inglês)


    Gerenciando o parque de máquinas

    Neste tópicos abordaremos as features que nos permitem gerenciar o parque de máquinas e gerenciar o uso de aplicações, bem como as funcionalidades adicionadas pelo R3.


    Gerenciando software com o Software Metering


    Utilizando o Asset Inteligence para gerenciamento de aplicações


    Utilizando o Desired Configuration Manager (DCM) para garantir uniformidade


    System Center Configuration Manager 2007 R3 e o Cliente Verde


    Utilizando o Software Metering (inglês)


    Utilizando o DCM para compliance de ambientes (inglês)


    Gerenciamento de energia com o SCCM 2007 R3 (inglês)


    Wake Up On Lan com o SCCM 2007 (inglês)


    Relatórios, Monitoração e Manutenção do SCCM 2007

    Conheça os relatórios nativos do SCCM 2007, bem como os integrados ao SQL Server Reporting. Monitores os diferentes logs, contadores de performance e ambiente do SCCM 2007. Prepare-se para recuperação de falhas.


    Integrando o SCCM 2007 ao SSRS


    Breve visão dos relatórios do SCCM 2007


    Criando queries e relatórios no SCCM 2007


    Monitoração e analise do ambiente


    Backup e restore do SCCM 2010


    Instalando relatórios no SCCM e SRSS 2008 (inglês)


    Desenvolvendo queries e relatórios no SCCM 2007 (inglês)


    Recuperação de desastres (inglês)

    Posted: jun 13 2011, 08:10 by msincic | Comentários (2) RSS comment feed |
    • Currently 0/5 Stars.
    • 1
    • 2
    • 3
    • 4
    • 5

    Portas Utilizadas pelo SCCM 2007 e SCOM 2007

    É comum atender clientes onde filiais não trocam dados e descobrirmos que o problema é firewall ou outro problema de comunicação.

    Na semana passada já havia postado as portas que são utilizadas pelo Windows 2008 (http://bit.ly/faB026) e agora é interessante ter o mesmo conteudo para a familia System Center.

    O melhor dos dois primeiros documentos é que contem uma representação gráfica de um ambiente completo.

    System Center Configuration Manager 2007 R3: http://technet.microsoft.com/en-us/library/bb632618.aspx

    System Center Operation Manager 2007 R2: http://technet.microsoft.com/da-dk/library/cc540431(en-us).aspx

    System Center Data Protection Manager 2010: http://blogs.technet.com/b/schadinio/archive/2010/07/20/dpm-protocols-and-ports-used-by-dpm.aspx

    Bom proveito!

    Login
    Marcelo de Moraes Sincic | SAM
    MVP: System Center Cloud and Datacenter Management, MCT, MCSE, MCITP, MCPD, MCDBA
    MVP Logo

    Últimos posts

    Categorias

    Tags

    Software Asset Management (SAM)–Convertendo Licenciamento para Azure

    Este tópico é relevante no momento em que estamos de migração para Cloud Publica em muitas empresas.

    Dando continuidade a série sobre SAM, vamos pular alguns outros tópicos e dar atenção a Azure. Para ver a lista de assuntos que já abordamos acesse http://www.marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager.aspx

    Atualização: Conheça o Reserved Instance no artigo http://www.marcelosincic.com.br/post/Reducao-de-Custos-com-Azure-Reserved-Instance.aspx

    1 – Utilizando o Licenciamento Normal para VMs Windows (SPLA)

    Ao criar maquinas virtuais no Azure já é possivel definir que o sistema operacional é Windows e pagar o licenciamento embutido como parte do serviço.

    Esse modelo de licenciamento é chamado de SPLA e permite a um provedor (não existe apenas no Azure) licenciar VMs como serviços faturado ao invés do cliente comprar a licença perpétua como acontece em ambientes on-premisse.

    O custo desse licenciamento é medido por comparar valores de VMs iguais com Windows e Linux em https://azure.microsoft.com/pt-br/pricing/details/virtual-machines/linux/ e https://azure.microsoft.com/pt-br/pricing/details/virtual-machines/windows/

    No dia que montei esse post o valor hora de uma VM D2 v2 Linux é de U$ 0,159 e a mesma VM com Windows U$ 0,251. Ou seja uma diferença de 43% no preço da VM.

    Por essa diferença de preço que temos opções de usar outras formas de licenciamento que falaremos a seguir.

    2 – Utilizando AHUB (Azure Hybrid Use Benefit)

    O AHUB nada mais é do que usar a sua licença já comprada em contrato com Software Assurance (SA) no Azure e assim não pagar o licenciamento SPLA.

    Note porem que sua licença deve ter SA contratado, ou seja o direito de atualização e virtualização. Se não conhece o SA veja o post http://marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager-Windows-Desktop.aspx onde temos um tópico sobre isso.

    No caso de usar o AHUB a diferença de preço calculada no item anterior não existe, já que o licenciamento passa a ser feito em contratação em Enterprise Agreement, MPSA ou mesmo OPEN. O tipo de contrato depende do valor e é adquirido junto a um parceiro de licenciamento Microsoft (LSP).

    image

    A Microsoft já disponibiliza os templates para VMs AHUB mas tambem é possivel usar PowerShell com o parametro –licencetype. No caso se usar o portal, basta criar a VM informando isso:

    image

    Porém é importante ressaltar que o AHUB é uma maquina Windows criada com a camada de preço do Linux e não é possivel fazer a alteração pelo portal. Ou seja, será necessário recriar a VM caso ela já exista no modelo normal.

    Claro que existem formas mais fáceis:

    1. Deleta a VM, mas não delete o disco
    2. Crie uma nova VM como AHUB
    3. Anexe o disco da VM que foi deletada

    3 – Utilizando CPP (Compute Pre-Purchase)

    O CPP é um velho conhecido de quem usa AWS, com o nome de RI (Reserved Instance), mas com uma diferença. Veja o link a seguir, mas ele não tem muitos detalhes: https://azure.microsoft.com/pt-br/overview/azure-for-microsoft-software/faq/

    Enquanto no AWS o cliente compra uma VM de determinado tipo/camada, no CPP do Azure o cliente compra horas de computação de determinado tipo/camada de VM, seguindo algumas regras:

    • Equivalem a compra de 744 horas de um deterninado tipo de VM
    • São compradas por 12 meses independente do aniversário do contrato (não tem pró-rata)
    • Não são vinculadas a uma VM especifica, funciona como um abatimento nas horas totais
    • Não podem ser utilizadas ou realocadas para outros tipos de VM como se fosse proporcional
    • É paga upfront, ou seja o valor de 12 meses

    A redução de custo é significativa, mas o valor depende do tipo de contrato que o cliente possui e o nivel de desconto, em alguns casos chega a 60% para clientes EA.

    Para entender o cáculo, vamos usar uma tabela simples de custo HIPOTÉTICO:

    VM Quantidade Horas Total Valor Normal Comprado em CPP Pago em Commitment Economia
    D2 v2 5 3200 3200 horas a U$ 0,251

    U$ 803,20
    3 VMs equivalente a 2.232 horas a U$0,16

    U$ 357,12
    Saldo de 968 horas

    U$ 242,96
    U$ 203,12

    Mais uma vez é importante ressaltar que essas VMs não podem ser atribuidas a outro tipo, o CPP cobre por 12 meses 744 horas mensais de um deterninado tipo de VM.

    Porem, alguns clientes utilizam o CPP para upgrade uma vez que a redução de custo permite com o mesmo valor já provisionado para Azure subir de 2 a 3 camadas as VMs já existentes!

    4 – Utilizando CPP + AHUB

    É possivel combinar o CPP com AHUB?     SIM!!!

    Levando em conta que o cálculo acima do CPP foi hipotético, usamos o valor referencia de U$ 0,251 para VMs Windows no CPP com valor de U$ 0,16, ou seja uma VM com o licenciamento Windows SPLA.

    Se juntar o desconto que o AHUB proporcional, você poderá comprar VMs Linux e usar o licenciamento que já possui em contrato, como exemplo o valor da mesma VM D2 v2 de U$ 0,159 Linux cairia para U$ 0,12 com Windows utilizando o licenciamento existente.

     

    CONCLUSÃO

    Com o CPP você pode economizar de 25 a 60% sem ter que fazer nenhum esforço, e com o AHUB você pode criar VMs muito mais em conta utilizando o contrato existente com Windows.

    Claro que o CPP é muito mais atrativo, uma vez que ele não exige mudança no template da VM, mas tanto o AHUB quanto o CPP precisam ser incluidos em contratos de licenciamento.

    Agora divirta-se, consulte seu parceiro de licenciamento e veja quanto poderá economizar com estas duas opções de licenças!!!

    Posted: jul 18 2017, 15:48 by msincic | Comentários (2) RSS comment feed |
    • Currently 0/5 Stars.
    • 1
    • 2
    • 3
    • 4
    • 5

    Novo RoadMap e Licenciamento Windows Server 2016

    Após o lançamento do Windows Server 2016 recebi diversos questionamentos sobre o futuro (roadmap) e o licenciamento do Windows para servidores.

    Vamos integrar este assunto ao tópico sobre SAM em http://www.marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager.aspx 

    Novo Ciclo de Vida para Windows Server

    Como exemplo, o Windows 10 foi lançado no build 1511, atualizado para o 1606 e já existem outras builds disponiveis para quem é parte do programa Windows Insider.

    O mesmo conceito será adotado com o Windows Server, que terá garantido 10 anos de vida útil com atualizações, porem com duas “vertentes”:

    1. Windows Server 2016 Desktop Experience (instalação pradrão) e Server Core – Nesta versão o tempo de vida será de 10 anos. Esse modelo é o mesmo do Windows 10 chamado de LTSB (Long Term Service Branch).
    2. Windows Server Nano – Nesta versão o tempo de vida é de 10 anos e as atualizações serão por build como no Windows 10. Esse modelo de atualizações é chamado de CBB (Current Branch for Business) e está em conformidade com o “Modern Lifecycle Policy”.

    Referencia: https://blogs.technet.microsoft.com/windowsserver/2016/07/12/windows-server-2016-new-current-branch-for-business-servicing-option/ e https://support.microsoft.com/en-us/lifecycle/search?alpha=windows%20server%202016

    Vamos entender melhor o que isso significa e como é diferente do atual modelo.

    No Windows 2012 novas features sempre eram acrescentadas no R2 e Service Packs, ou seja, era necessário aguardar até dois anos para ter as novas funcionalidades do SO.

    Para as instalações de Windows Server 2016 Full e Server Core as atualizações serão enviadas por pacotes cumulativos, como se fosse um Service Pack. O mais atual para Windows 10 e Windows 2016 é o Anniversary Update. Novas features serão enviadas junto com estes pacotes.

    Já no Windows Server 2016 Nano as atualizações carregam novas features, ou seja um novo recurso lançado no Windows será enviado para os servidores como um pacote opcional de 3 a 4 vezes por ano. Não haverá necessidade de esperar pelo update cumulativo para ter acesso a funcionalidades novas.

    Em suma, teremos um Windows atualizado por 10 anos. Se utilizar a versão Full precisará aguardar os updates anuais cumulativos para ter acesso a novas funcionalidades. Se usar a versão Nano poderá ter acesso muito rápido quando novas funcionalidades ficarem disponiveis.

    Licenciamento

    Já conhecido no SQL Server 2012 o licenciamento por CORE se torna o padrão para o Windows Server.

    A mudança tem um motivo muito simples, o numero de processadores (sockets) em um servidor low e medium profile (por exemplo Xeon E3 e E4) passaram a dimunir e o numero de CORE (empilhamento) aumentar com o aumento da miniaturização dos componentes.

    Em tempos passados era comum uma maquina de 4 Sockets (processores) cada um com 4 ou 8 CORE. Hoje é muito mais comum máquinas de 2 Sockets e 48 CORE. Por exemplo, o Xeon E5-2650 tem 10 CORE e o E7-8890 tem 24 CORE.

    Baseado nisso, os fabricantes estão mudando a cobrança de SOCKET para CORE e impondo um minimo de CORE para cada servidor.

    Para entendermos melhor como se licenciava antes um servidor e como ficará agora, levando em conta que cada licença é comprada para 2 Processadores ou para 2 CORE:

    SO Processadores COREs Total Tipo de Licença Licenças Necessárias
    W2012R2 1 2 PROC 1 licença de 2 Socket(Proc)
    W2012R2 1 10 PROC 1 licença de 2 Socket(Proc)
    W2012R2 2 8 PROC 1 licença de 2 Socket(Proc)
    W2012R2 3 24 PROC 2 licenças de 2 Socket(Proc)
    W2016 1 2 CORE 8 licenças de 2 CORE (minimo)
    W2016 1 10 CORE 8 licenças de 2 CORE (minimo)
    W2016 2 8 CORE 8 licenças de 2 CORE (minimo)
    W2016 3 24 CORE 12 licenças de 2 CORE

    Ou seja, todos os servidores fisicos que você possua precisarão ser licenciados para no minimo 16 CORE mesmo que ele só tenha 4 CORE (Xeon E2).

    Mas não se assuste, o valor que hoje se pagava por uma licença de 2 Processadores é equivalente ao pago pelas 8 licenças de 2 CORE. Ou seja, financeiramente para servidores comuns não haverá diferença.

    E como ficam as licenças que já possuo por Processador?

    Essa é a pergunta mais comum e a resposta é simples: Para cada licença atual de 2 Processadores/Socket (Lic2Proc) a Microsoft irá automaticamente converter e considerar como 8 licenças CORE (Lic2CORE).

    Mas e se eu tenho atualmente um servidor com 2 Processadores e 24 CORE, terei que comprar 8 CORE (2 licenças Lic2CORE) adicional?

    Neste caso é importante que você execute um SAM (Software Asset Management) antes de renovar seu contrato ou imediatamente antes de trocar seu servidor para documentar que havia essa situação.

    Uma vez com o SAM arquivado e documentado, você poderá contar com as 24 licenças de CORE em outro servidor, mas exige uma atenção:

    1. Possuo atualmente um servidor de 24 CORE e comprei outro de 36 CORE: Precisará comprar 6 licenças (Lic2CORE) para complementar
    2. Comprei dois servidores de 12 CORE: Você não poderá “quebrar” as 12 licenças convertidas, pois elas são para um servidor e não licenças independentes

    CONCLUSÃO

    Execute um SAM imediatamente para documentar a situação dos seus servidores atuais.

    Lembre-se que só precisará pagar se não documentar!!!!

    Para leitura adicional e exemplos de conversão, baixe o documento de licenciamento: https://www.microsoft.com/en-us/licensing/product-licensing/windows-server-2016.aspx#tab=2

    Posted: dez 26 2016, 17:41 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
    • Currently 0/5 Stars.
    • 1
    • 2
    • 3
    • 4
    • 5

    Software Asset Management (SAM) com System Center Configuration Manager–Windows Desktop e Office (Part V)

    Neste quinto artigo sobre como utilizar o SCCM para falar de SAM (Software Asset Management) vamos iniciar a leitura de relatórios envolvendo os dados de Windows desktops (client) e Office.

    Para lembrar da nossa pauta e a agenda dos itens, use o link de introdução: http://www.marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager.aspx

    Introdução

    O licenciamento que envolve o Windows cliente e o Office não são difíceis de serem interpretados. Basicamente o cálculo é feito por somar as versões e edições instaladas e comparar com o licenciamento que a corporação possui.

    No caso de licenciamento para clientes é mais importante entendermos os diferentes tipos de licenciamento para os produtos envolvidos, para não cair nas “pegadinhas”.

     

    Windows

    OEM

    O licenciamento do Windows normalmente não é comprado em contrato, pois a maioria compram os computadores com a licença de OEM. A maior dificuldade em caso de uma auditoria ou a gestão de ativos de software para OEM é o fato de ter que manter todas as notas fiscais. E se a licença for FPP (caixinha) é necessário ter colado a etiqueta na maquina (COA) e guardar a caixinha enquanto aquela maquina estiver com o SO comprado.

    Referencia: http://windows.microsoft.com/pt-br/windows/genuine/business#T1=tab01 

    E quando o cliente não possui as notas fiscais ou a caixinha? 

    Neste caso é necessário pagar o licenciamento GGS, GGK ou GGWA (regularização) para cada máquinas que não tenha a nota fiscal. O valor da licença de regularização é muito similar a uma licença FPP mas tem possibilidade de contrato por volume facilitando o controle já que não precisa ter a etiqueta colada na maquina.

    Também é possível comprar o licenciamento do Windows por meio de contratos, por exemplo no EA (Enterprise Agreement), EAS (Enterprise Agreement Subscription), MPSA (Microsoft Products and Services Agreement) ou em licenciamento online de Office 365 com o ECS (Enterprise Cloud Suite).

    Observação: Em futuros artigos iremos abordar os diferentes tipos de contratos https://www.microsoft.com/en-us/Licensing/licensing-programs/enterprise.aspx

    Nos casos de contrato EA, EAS e MPSA o licenciamento pode ser os de regularização já citados ou utilizar um bundle de licenciamento chamado ProDesk que incluir Windows, Office e CoreCal a um valor menor quando comprados separadamente.

    Windows Enterprise e VDA

    No caso de licenciamento e o ProDesk pode-se adquirir o Windows Enterprise que possui algumas características importantes, por exemplo o MDOP que é um conjunto de ferramentas (App-V, MBAM - Bitlocker Manager, AGPM) que são garantidos pelo SA (Software Assurance).

    O VDA (Virtual Desktop) são as maquinas virtuais que existem no ambiente. Não podemos pegar o licenciamento de maquinas cliente e alocar para uma VM, exceto no caso de Windows Enterprise. Nos outros casos é necessário comprar uma licença VDA para cada VM de Windows Client que for inventariada.

    Referencia do Enterprise com SA: https://www.microsoft.com/en-us/Licensing/licensing-programs/software-assurance-by-product.aspx#tab=2

    Upgrade para Windows 10 (29/Julho/2016)

    O Upgrade para Windows 10 pode ser feito até 29/Julho em qualquer uma das modalidades de compra, principalmente OEM. Os clientes pode fazer o upgrade e continuar licenciado.

    Qual a diferença de alguém que fizer o upgrade após a data programada?

    A ativação automática do Windows 10 só é possível com chaves licenciadas e OEM até esta data. Caso não faça o upgrade no prazo, as maquinas não conseguiram ativar e será necessário comprar uma nova licença ou retornar a anterior.

    Direito de Downgrade

    A página https://www.microsoft.com/pt-br/licensing/learn-more/brief-downgrade-rights.aspx traz o link para download de detalhes dos direitos de downgrade do SO:

    image

     

    Microsoft Office

    Assim como Windows o Office pode ser comprado em OEM, FPP, Get Genuine (GG) e contratos de volume, valendo as mesmas regras anteriores.

    Para não cair na repetição, vamos abordar o que temos de diferente em relação do Windows Client.

    Direitos de Downgrade

    O mesmo documento já especificado no Windows determina o direito de downgrade para o Office:

    image

    O direito de downgrade vale apenas para a versão e não para a edição, ou seja posso utilizar o Office 2010 Standard se tenho a versão 2013 Standard, mas não posso comprar a Professional e utilizar a Standard.

    Office 365 Online

    As diversas edições do Office 365 online não servem para licenciar as versões instaladas nos desktops.

    É importante que no caso de clientes que possuem licenças de Office para legalizar e compraram o Office 365 ProPlus (separado ou como parte do ECS, E3 ou E5) que sejam desinstaladas as versões full.

    O motivo é que as versões full de Office são ativadas com uma chave serial e são perpetuas, enquanto as versões Office 365 são validadas com a conta do usuário Microsoft ID e quando a assinatura expirar param de funcionar como seria o correto. No caso de clientes que tentaram comprar a versão online e estão utilizando a full, não ocorrerá a expiração e por isso é necessário o upgrade.

     

    Licenciamento por Device ou User

    O Office e Windows permitem os dois tipos de licenciamento, sendo o mais correto definido pelo perfil de uso.

    No caso da maioria dos clientes utilizamos Device já que contamos as maquinas e atribuímos uma licença para cada computador. Porem, no caso de ambiente com Office 365 o licenciamento é por usuário e precisa-se entender a diferença e como contar.

    Para licenciamento por usuário precisamos contar quantos usuários no AD não são administrativos ou maquinas e comprar o licenciamento.

    O licenciamento por usuário tem vantagem no caso do ambiente em que um mesmo usuário utiliza dispositivos móveis para acessar a sua conta de correio, já que inclui até 5 dispositivos para cada usuário.

    O licenciamento por dispositivo tem a vantagem de não ser necessário controlar usuários e podermos ter maquinas compartilhadas, já que na grande parte dos ambiente existem mais usuários que máquinas.

    Manter ambientes com os dois tipos de licenciamento (Device e User) é possível mas complexo de controlar. Precisa-se neste caso contar e ter controlado qual maquina tem a licença de dispositivo e os usuários que estão utilizando licença por usuário.

    Para saber quantas licenças de usuário teriam que ser compradas caso este seja o volume esperado, pode-se usar o relatório do Asset Intelligence que vimos nos artigos anteriores, principalmente os que indicam maquinas compartilhadas (Shared Computer) e o que indica o usuário primário para cada computador.

     

    Conclusão

    O licenciamento de Windows e Office não são tão complexos, mas exigem atenção pelo volume, principalmente o Office Professional que tem um custo elevado.

    Referencia Geral: https://www.microsoft.com/en-us/Licensing/product-licensing/windows10.aspx

    Posted: jun 05 2016, 18:45 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
    • Currently 0/5 Stars.
    • 1
    • 2
    • 3
    • 4
    • 5

    Software Asset Management (SAM) com System Center Configuration Manager–Software Metering (Parte IV)

    Neste quarto artigo sobre como utilizar o SCCM para falar de SAM (Software Asset Management) vamos falar sobre o Asset Software Metering (métricas de software).

    Para lembrar da nossa pauta e a agenda dos itens, use o link de introdução: http://www.marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager.aspx

    Introdução do Software Metering

    Quando precisamos gerir uso de software é importante controlar quem precisa e realmente usa um determinado ativo de software. Muitas vezes nos deparamos com a situação de usuários que pedem e instalam diversos softwares, ou até colocamos isso em imagens, e a empresa passa a pagar a conta por algo que nunca foi usado.

    Anteriormente até a versão 2007 R3 era possível indicar quantas execuções simultâneas podiam ser executadas de um software, porem este tipo de licenciamento não existe mais. Nas regras de licenciamento atual conta-se a instalação de um software e não a execução dele. Empresas que ainda utilizam o método de execução simultânea utilizam logs no servidor ou então keylocks específicos.

    Um bom exemplo da necessidade do Metering são produtos como Access, Visio e Project. Muitas instalações de Visio e Project foram feitas para uma única ocasião que o usuário precisou e lá ficou consumindo licença e consequentemente dinheiro.

    O caso do Access é a diferença entre o Office Standard e o Office Professional, que em valores são muito diferentes (Professional chega a ser mais que o dobro de preço do Standard) mas em funcionalidade a principal diferença é Access e Skype For Business full. Poucos usuários realmente usam o Access, a maioria poderia usar apenas o engine de Runtime. No caso do SfB pode-se usar a versão Basic que só não funciona para VoIP ou conferencia multi-ponto, que são recursos pouco usados no dia a dia da maioria dos usuários.

    Habilitando a Função

    Software Metering não é uma role de servidor e sim uma feature que é controlada pelo Management Point. O funcionamento básico do Metering pode ser descrito como:

    1. Habilita-se a regra de Metering nas configurações de agentes
    2. Criamos ou habilitamos quais softwares inventariados serão medidos
    3. O agente recebe as regras de metering e passam a controlar o uso dos softwares indicados
    4. Periodicamente estes dados são enviados ao Management Point que irá consolidar

    Para habilitar a regra, basta ir em Administration –> Client Settings e alterar a regra default ou criar uma especifica:

    capture20160525162016091

    No exemplo acima habilitei o Metering e indiquei que os agentes irão reportar a cada 7 dias. Esse tempo é importante dentro de seu cronograma de gestão de ativos, se você controla ativos mensalmente pode aumentar o período para quinzenal, mas é importante lembrar que se o período de coleta for alto poderá ter dados atrasados.

    Por exemplo, se o período de coleta for de 20 dias e um determinado agente fez o report dos dados no dia 14, ele só irá reportar novamente no dia 4 do mês seguinte. Se seus relatórios são gerados no primeiro dia do mês, ele estará com dados incompletos para este agente do exemplo. Portanto, em geral escolha o período de 7 ou 5 dias.

    Depois de habilitado a regra do agente podemos indicar no servidor qual o período de retenção dos dados e se desejamos que a lista de software seja copulada automaticamente:

    capture20160525162851101

    Note que é possível indicar que um software só apareça automaticamente na lista se estiver em mais de 10% dos computadores, para evitar que a lista fique tão grande com qualquer executável que exista nas maquinas. Também note que podemos definir um limite e após este (no exemplo 100 softwares) não irá mais ser criada a regra para novos softwares.

    Definindo os Softwares que serão medidos

    O Metering se aproveita do inventário de software para gerar uma lista, trazendo todos como desabilitados:

    capture20160525162459512

    A forma mais fácil de trabalhar o Metering é habilitando para os softwares desejados, porem isso tem como inconveniente a versão do arquivo (File Version) pois o inventário gera as regras por versão.

    capture20160525162513716

    Isso pode ser útil para empresas que possuem diversas licenças de softwares em edições diferentes, por exemplo o Visio 2010, 2013 e 2016. Nestes casos é possível saber quem utiliza o Visio na versão especifica.

    Porem, na maioria dos casos isso é irrelevante. Não controlamos quem usa cada versão, pois a quase totalidade dos softwares não permitem edições diferentes na mesma maquina.

    Sendo assim, é possível alterar os dados ou criar regras novas usando coringas como “*” para indicar que qualquer versão, idioma ou nome vale para a regra. Por exemplo, podemos alterar a regra de versão acima do VMConnect.exe para “*” ou “6.*” e assim aumentar o range de medição ao invés de criar uma regra para cada versão.

    Além disso, é possível criar suas próprias regras como o exemplo abaixo:

    capture20160525162739514

    Neste caso estamos medindo o uso do Word em qualquer idioma e versão de Office.

    Relatórios do Software Metering

    Existem atualmente 13 relatórios para o Metering:

    capture20160525172555946

    Alguns são muito interessantes e merecem destaque.

    O primeiro deles é o “Total Usage for all metered software programs” que fornece dados resumidos de todos os softwares com regra habilitada, separando por uso local ou pelo Remote Desktop:

    capture20160525172802568

    Como o licenciamento de TS/RDS é diferente de licenciamento local, estes dados são muito importantes para gerar um licenciamento otimizado para a empresa.

    Outro relatório que parece não ter muita valia mas serve para propósitos administrativos é “Time of day usage summary for a specific metered software program" pois fornece uma visão de demanda:

    capture20160525172938666

    Por exemplo, essa informação pode ser útil para medir performance de rede relativa para aplicações cliente servidor como SAP, TOTVS ou outros que sofrem picos de uso durante o dia.

    Outros relatórios também fornecem dados interessantes:

    • Computers that have a metered program installed but not run in time – Permite ver computadores que tem, por exemplo Project e não o usam durante o mês inteiro
    • Computers that run a specified metered software program – É o inverso do anterior, demonstrando quem utilizou o programa durante o mês
    • Total usage trend analysis for a specific metered software program – Este relatório detalha o anterior, pois mostra quantas vezes um determinado software foi usado e por quanto tempo. Este relatório permitirá identificar alguém que usou um software e ficou com ele aberto por 10 segundos, indicando que na verdade abriu por engano.

    Conclusão

    O Software Metering não é uma parte do SAM, pois não representa dados de licenciamento como faz o Asset Intelligence.

    Porem, o Software Metering é essencial para reduzir e otimizar o licenciamento que as empresas pagam, por permitir saber quem realmente usa um determinado software para trabalho.

    Posted: mai 26 2016, 15:27 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
    • Currently 0/5 Stars.
    • 1
    • 2
    • 3
    • 4
    • 5

    Software Asset Management (SAM) com System Center Configuration Manager–Asset Intelligence (Parte III)

    Neste terceiro artigo sobre como utilizar o SCCM para falar de SAM (Software Asset Management) vamos falar sobre o Asset Intelligence (AI) ou Ativos Inteligentes.

    A diferença entre inventário e controle/gestão de ativos é a inteligência sobre os dados coletados, o que é feito pelo Asset Intelligence no System Center Configuration Manager.

    Para lembrar da nossa pauta e a agenda dos itens, use o link de introdução: http://www.marcelosincic.com.br/post/Software-Asset-Management-(SAM)-com-System-Center-Configuration-Manager.aspx

    Ativando a Role (Feature)

    Para ativar o AI é necessário ativar a role em um dos servidores do Site System, neste caso utilizo o meu servidor primário:

    image

    A configuração da role AI é muito simples, apenas se habilita e define o agendamento:

    capture20160516123143567               capture20160516123150983

    Configurando a Feature

    A configuração da role AI é tão simples quanto foi a ativação, na prática basta usar o botão “Enable or Disable Asset Intelligence Syncronization Point”.

    capture20160516123257659

    Essa sincronização é necessária para montar a tabela de produtos, categorias e requisitos de produtos. Como pode ser visto no menu acima, o AI trabalha com essas informações para montar dados de inventários inteligentes indicando os computadores que estão com softwares não adequados e mesmo para montar a lista de licenciamento dos produtos Microsoft.

    O resultado da sincronização é demonstrado no quadro abaixo:

    capture20160516123319883

    Veja que 31 dos softwares instalados no meu ambiente inventariado foram identificados, outros 51 não estão no cadastro da Microsoft, e podem ser vistos clicando-se no numero 51:

    capture20160516123414410

    Pode-se notar que neste caso a maioria dos softwares são Microsoft, mas não estão identificados pois como pode ser visto na primeira tela do AI, ele não sincronizou nos ultimos 6 meses  Smiley piscando

    Podemos manualmente identificar os itens clicando em propriedades e inserindo os dados como categorias e familias de software. Esse dado não é essencial para licenciamento ou inventário, mas essencial para gestão de ativos uma vez que categorizar e dividir em familias é parte dos relatórios sintéticos apresentados.

    Note tambem que temos a possibilidade de usar Label 1-3 para customizar relatórios desejados com produtos ou outra informação que seja importante na sua organização.

    Por fim no menu temos a opção Hardware Requeriments que obviamente identifica os requisitos que um software precisa. Também é util quando desejamos executar relatórios para gestão de ativos de hardware, priorizando computadores que estão aquem da necessidade dos softwares nele instalados:

    capture20160516123449525

    Por fim, no menu Catalog podemos incluir as categorias, familias e labels customizados. É importante manter essa tabela alinhada com suas necessidades de relatórios, mas não é essencial ao funcionamento ou a prática de gestão de ativos:

    capture20160516123510329

    Importação de Licenças

    A importação de licenças é feita para criar os relatórios de gestão e licenciamento. Para isso clique no botão Import Software Licenses:

    image

    Onde esse arquivo pode ser encontrado ou criado?

    Para clientes corporativos é possivel usar o site VLSC que lista todas as compras de softwares realizadas, e tem a opção de importar para XML. Basta pegar o arquivo gerado e importar para dentro do SCCM.

    Se for montar este arquivo manualmente, pode-se utilizar o modelo disponivel em https://technet.microsoft.com/en-us/library/hh427341.aspx. Basicamente criamos uma planilha em Excel e exportamos para CSV.

    A dificuldade neste caso é criar o arquivo com os nomes exatos de softwares, fabricantes e informações de versão e edição. Mas uma vez criado o arquivo, a manutenção é muito simples.

    Relatórios de Hardware

    Os relatórios do AI ficam na categoria própria e podem ser visualizados pelo Filter como demonstrado na lista de relatórios abaixo:

    capture20160516123636604

    Os primeiros relatórios são os de Hardware onde o AI utiliza dados coletados para gerar relatórios com diferenças significativas dos relatórios de inventário normal.

    Destaque para alguns relatórios:

    • 03A Primary computer users – O AI identifica qual o principal computador de cada usuário, isso é baseado em quem utiliza o computador por mais de 66% do tempo
    • 04A Computers with multiple users – Em computadores onde não existem um usuário que fica logado por mais de 66%, isso é indicação de um computador compartilhado por vários usuários
    • 10A Computers in … have changed memory – Lista de computadores que tiveram alterações de memória, que é a comparação entre diferentes inventários de hardware e identifica a mudança
    • 10B Changes on a specified computer… – Lista o que foi alterado em um determinado periodo de tempo em um computador selecionado, o que é util para identificar mudanças em um computador de referencia ou estratégico

    Importante: Para funcionarem os relatórios 03A e 04A é importante que o Log de segurança do Windows esteja habilitado: https://technet.microsoft.com/en-us/library/gg712322.aspx#BKMK_EnableSuccessLogonEvents

    Relatórios de Software

    A segunda parte dos relatórios são os de software:

    capture20160516123724351

    capture20160516123737415

    Alguns relatórios são mais importantes de software, apesar de todos serem especialmente necessários:

    • 04A/B/C Autorun – São relatórios que permitem ao administrador visualizar os softwares que estão em auto-execução nos computadores, o que é importante em um grande ambiente
    • 07A/B/C Recently used executable by Computers – São relatórios interessantes para a gestão de ativos, mas normalmente usamos os relatórios de Software Metering, que é um requisito para funcionarem
    • 08A/B/C Recently used executable by Users – São relatórios como os da série 07, mas baseado no numero de usuários
    • 09A/B Infrequently used software – Esse relatório é o mais importante desta categoria, pois dele é que decidimos onde desinstalar um software com licenças insuficientes ou decidir a compra de um software. Por exemplo Viso, Project e principalmente Visual Studio tem alto custo e saber onde não são usados é uma economia significativa

    Importante: Para os relatórios de software do AI funcionarem é necessário que esteja habilitado o Software Metering https://technet.microsoft.com/en-us/library/gg712306.aspx

    Relatórios de Licenciamento

    capture20160516123703778

    Estes relatórios são os que importam nessa série.

    Podemos destacar os mais importantes:

    • 01A/B/C/D Microsoft VL ledger – São relatórios que nos permite visualizar o resumo do licenciamento que foi importado, principalmente quando o arquivo foi importado do VLSC estes relatório nos darão a visão do licenciamento total
    • 02A/B/C Nearing expiration – São relatórios uteis quando os softwares tem data de expiração, o que pode acontecer com Office 365 e outros produtos comprados em contrato EAS que anualmente precisam ser renovados
    • 06A/B Per-Processos licensed – Estes relatórios são essenciais para o licenciamento de SQL Server e Windows Server que possuem o licenciamento por processador (Windows) ou Core (SQL Server). No caso do SQL o licenciamento também pode ser no modelo Server+CAL e isso só pode ser controlado manualmente
    • 14B – List of MS SW…not found – Util para validar produtos que não estão em uso e podem ser substitutos de outros que estão com licenciamento estourado, por exemplo trocar a versão do Office Professional pelo Standard
    • 14A e 15A Reconciliation – São os mais importantes, os que resumem o licenciamento

    Abaixo estão os mais importantes. O primeiro identificando as compras e o canal (a legenda fica na ultima página), lista dos produtos inventariados que precisam de licença que é util para criar o arquivo de licenças manual junto com o terceiro onde vemos os produtos que não foram encontrados no arquivo de licenças:

    capture20160518001429349

    capture20160518001407666

    capture20160518001501838

    Por fim, o mais importante deles é o relatório de conciliação. Como pode ser visto, boa parte do trabalho manual já é realizada pelo SCCM:

    capture20160518002240755

    Posted: mai 18 2016, 03:26 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
    • Currently 0/5 Stars.
    • 1
    • 2
    • 3
    • 4
    • 5
    Login